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Ásia

Estudo identifica padrões cerebrais semelhantes entre pessoas otimistas

Pesquisadores japoneses observaram sincronia neural em indivíduos otimistas ao imaginar o futuro; pessimistas reagiram de forma dispersa.

25 jul 2025 - 17h38
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Resumo
Estudo da Universidade de Kobe revelou que cérebros de otimistas apresentam padrões semelhantes ao imaginar o futuro, o que favorece conexões sociais, enquanto pessimistas têm reações mais variadas e intensas a cenários negativos.
Pesquisadores japoneses observaram sincronia neural em indivíduos otimistas ao imaginar o futuro; pessimistas reagiram de forma dispersa
Pesquisadores japoneses observaram sincronia neural em indivíduos otimistas ao imaginar o futuro; pessimistas reagiram de forma dispersa
Foto: Getty Images

Pessoas otimistas compartilham mais do que uma visão positiva da vida. Segundo um estudo liderado pelo psicólogo Kuniaki Yanagisawa, da Universidade de Kobe, no Japão, seus cérebros também funcionam de forma parecida ao pensar sobre o futuro. A pesquisa, publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, analisou a atividade cerebral de 87 voluntários e mostrou que os mais otimistas apresentaram padrões de ativação neural semelhantes entre si — um traço que não se repetiu entre os pessimistas.

Os participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética funcional (fMRI) enquanto imaginavam diferentes cenários futuros, positivos e negativos. A equipe observou que, diante das situações positivas, os cérebros das pessoas otimistas ativavam áreas de forma quase idêntica, indicando uma forma comum de processar essas informações. Entre os pessimistas, os padrões eram muito mais variados.

“Os indivíduos otimistas parecem ter uma forma comum de imaginar o futuro, o que facilita a compreensão mútua e fortalece os laços sociais”, afirmou Yanagisawa.

A pesquisa também revelou diferenças na forma como esses grupos lidam com a perspectiva de situações negativas. Pessoas otimistas tendem a pensar nesses cenários de forma mais abstrata e distante, o que reduz o impacto emocional desses pensamentos. Já os pessimistas apresentaram maior sobreposição entre os cenários bons e ruins, indicando uma percepção mais difusa do futuro.

“Isso demonstra que o otimismo não consiste simplesmente em ver tudo de forma positiva. Implica uma forma particular de processar a informação negativa: à distância, sem deixar que ela te capture emocionalmente”, explicou o pesquisador.

A sincronia neural observada nos otimistas pode estar ligada à sensação de conexão social. Segundo os autores, esse alinhamento cerebral favorece a empatia e a construção de vínculos, algo que os pesquisadores pretendem explorar em estudos futuros.

“O objetivo a longo prazo é entender o que nos permite conectar melhor com os outros. Se conseguirmos compreender como se constrói uma realidade compartilhada no nível cerebral, poderemos nos aproximar de uma sociedade onde a comunicação seja mais empática e eficaz”, disse Yanagisawa.

Especialistas da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, elaboraram recomendações para quem deseja fortalecer pensamentos positivos no dia a dia. O primeiro passo é identificar padrões de pensamento negativos automáticos, como:

Catastrofismo: esperar sempre o pior desfecho;

Sobregeneralização: tirar conclusões a partir de um único evento;

Filtro mental: focar apenas nos aspectos negativos de uma experiência.

Também é recomendada a reformulação do diálogo interno. Expressões como “nunca vou conseguir” podem ser substituídas por frases mais realistas, como “vou fazer o que for possível” ou “isso é difícil, mas não impossível”.

Outras estratégias incluem:

Estabelecer metas concretas e celebrar progressos;

Praticar gratidão diária;

Manter convivência com pessoas que promovam bem-estar emocional;

Buscar equilíbrio entre expectativas e realidade.

Estudos anteriores já haviam associado o otimismo a benefícios como menor risco de doenças cardiovasculares, maior longevidade e melhor qualidade de vida. A nova pesquisa da Universidade de Kobe acrescenta evidências sobre como esse traço psicológico também se manifesta na atividade cerebral e pode interferir na forma como cada indivíduo enxerga — e se conecta com — o mundo ao redor.

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Fonte: Redação Terra
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