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Coreia do Norte rejeita condenação da ONU em teste de míssil

17 mai 2017
02h31
atualizado às 11h48
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A Coreia do Norte rejeitou nesta quarta-feira, de maneira "total e categórica", a condenação da ONU contra o míssil de médio alcance disparado como teste no último domingo e lembrou que os Estados Unidos também realizaram recentemente um teste com mísseis intercontinentais sem ser alvo de críticas.

Regime de Kim Jong-un realizou um teste com míssil intercontinental no último final de semana.
Regime de Kim Jong-un realizou um teste com míssil intercontinental no último final de semana.
Foto: Reuters

"O lançamento do teste bem sucedido do Hwasong 12 (nome do míssil) é de grande importância para assegurar a paz e a estabilidade na península coreana e na região", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, citado pela agência estatal "KCNA".

O Hwasong 12 apresentou um melhor desempenho e demonstrou uma vez mais os avanços do regime do Kim Jong-un em relação no desenvolvimento de um míssil intercontinental capaz de atingir os Estados Unidos.

No dia seguinte do lançamento, o Conselho de Segurança da ONU condenou em um comunicado a ação e se declarou disposto em endurecer as sanções contra o país asiático.

A Coreia do Norte "rejeita de maneira categórica e condena o comunicado do Conselho de Segurança das Nações Unidas que põe em dúvida seu reforço da dissuasão nuclear para a autodefesa", acrescenta o comunicado norte-coreano.

O porta-voz lembrou que "recentemente os Estados Unidos realizaram dois lançamentos de testes de mísseis balísticos intercontinentais, mas nunca foram mencionado pelo Conselho de Segurança".

Ele prosseguiu dizendo que a autodefesa é uma questão de soberania nacional e que órgãos como a ONU não devem intervir, além de ameaçar novamente os EUA com uma pronta resposta a qualquer "provocação militar" vinda de Washington.

"Os sistemas de armas mais sofisticados do mundo não serão nunca propriedade exclusiva e eterna dos Estados Unidos, e seguramente chegará o dia em que a Coreia utilizará os meios de retaliação correspondente", afirmou o porta-voz.

"Será então quando os EUA verão se os mísseis balísticos da Coreia do Norte representam uma ameaça real ou não", conclui o texto.

EFE   

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