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As 10 economias que crescem mais rápido em 2017 (e uma delas não é a China)

Países ficam na Ásia e na África; segundo Banco Mundial, PIB dessas nações avançará a taxas entre 6,9% e 8,3%.

16 jul 2017
08h54
atualizado às 09h41
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Em um mundo que ainda se recupera a duras penas da crise financeira global iniciada em 2008, alguns países crescem a uma velocidade vertiginosa.

Eles se localizam na Ásia e África, de acordo com levantamento do Banco Mundial (Bird). O Produto Interno Bruto (PIB) dessas nações crescerá neste ano a taxas entre 6,9% e 8,3%.

Um ritmo invejável quando se considera que a média mundial ficará em torno de 2,7%, de acordo com o estudo do Bird Global Economic Prospects (perspectivas econômicas globais).

Na América Latina e Caribe, o crescimento médio será de apenas 0,8%.

A estimativa para o Brasil é de alta de 0,3%.

Saiba quais são as economias que terão um desempenho notável neste ano.

1. Etiópia

Com alta do PIB estimada em 8,3%, o país africano está no topo da lista de previsão de crescimento, impulsionado pelo investimento público em infraestrutura, um boom no setor de serviços e a recuperação da agricultura.

No entanto, o Banco Mundial alerta que o financiamento da infraestrutura levou a um aumento da dívida pública do país em mais de dez pontos percentuais, que já ultrapassa 50% de seu PIB.

Um país pode ter dificuldade para se financiar quando sua dívida pública cresce, pois, aos olhos dos investidores, sua capacidade de honrar pagamentos fica comprometida.

2. Uzbequistão

É o único país da Ásia Central que aparece no top 10. A previsão é que o Uzbequistão cresça 7,6% neste ano.

Sua economia foi beneficiada por um ambiente externo favorável, assim como a impulsão de programas de desenvolvimento para o período 2016-2020 em infraestrutura, indústria, agricultura e serviços.

O Uzbequistão é o sétimo maior produtor de algodão do mundo. Além desta matéria prima, exporta gás natural e ouro.

Mulher trabalha em campo no Uzbequistão
Mulher trabalha em campo no Uzbequistão
Foto: BBCBrasil.com

3. Nepal

Em abril de 2015, o Nepal sofreu um terremoto devastador que deixou cerca de 9 mil mortos e afetou muitas de suas principais atrações turísticas, incluindo templos e monumentos históricos.

Em 2016, a economia do país cresceu apenas 0,4%.

No entanto, espera-se que em 2017 o PIB nepalês avance 7,5%, graças a uma temporada favorável de chuvas, a obras de reconstrução do país e à normalização do comércio com a Índia, afetado por problemas na fronteira entre os dois países.

4. Índia

A Índia ocupa a quarta posição na lista de países cujas economias mais crescerão em 2017.

O Banco Mundial estima que o país alcançará uma taxa de 7,2%, graças ao aumento do investimento em infraestrutura e dos gastos públicos em geral.

A Índia também se beneficiou da boa estação de chuvas, que impulsionou a agricultura e o consumo em áreas rurais.

5. Tanzânia

Durante a última década, a Tanzânia registrou uma taxa elevada e estável taxa de crescimento do PIB, de cerca de 6% a 7%. A estimativa para 2017 é de 7,2%.

O Banco Mundial observa que a economia do país, localizado na África Oriental, vai crescer apoiado por mais investimentos públicos, um forte setor de serviços e pela recuperação da produção agrícola.

6. Djibouti

Localizado no nordeste da África, Djibouti é, ao lado da Etiópia, um dos dois países na lista que não ficam na Ásia.

O país tem poucos recursos naturais e poucas indústrias. Sua economia é favorecida por sua localização estratégica, como porta de entrada para o mar Vermelho, que tem um porto de águas profundas.

Porto de Djibouti
Porto de Djibouti
Foto: BBCBrasil.com

Serve como rota de trânsito para o comércio na região, centro de abastecimento de combustível e também como ponto de transbordo de mercadorias internacionais.

O Banco Mundial estima seu crescimento para 2017 em 7%.

Encontro da Asean
Encontro da Asean
Foto: BBCBrasil.com

7. Laos

Na última década, Laos tem sido uma das economias que mais crescem na região da Ásia-Pacífico, com um crescimento médio do PIB de 8%.

Para 2017, o Banco Mundial estima que o PIB aumente 7%, impulsionado por uma série de projetos energéticos e devido ao surgimento de oportunidades de negócios com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Mulheres em Laos
Mulheres em Laos
Foto: BBCBrasil.com

Nos últimos tempos, o país também tem se beneficiado da exploração de recursos naturais (um terço do crescimento do PIB), além da expansão do setor de construção e serviços.

Mulher trabalha em Laos
Mulher trabalha em Laos
Foto: BBCBrasil.com

O Banco Mundial, no entanto, adverte que seu déficit fiscal aumentou substancialmente em 2016, levando a dívida pública a quase 70% de seu PIB.

8. Camboja

Graças a um forte crescimento econômico sustentado ao longo de duas décadas, o país do Sudeste Asiático conseguiu alcançar o status de país com renda de classe média-baixa em 2015.

Este ano deverá registrar um aumento de 6,9% do PIB, graças à exportação de vestuário e ao crescimento do turismo.

9. Filipinas

A economia das Filipinas tem sido impulsionada pelo aumento das remessas, o crescimento do crédito e inflação baixa, que favoreceu o consumo.

O PIB do país do leste asiático deverá crescer 6,9% em 2017.

Em 2016, as autoridades aprovaram um plano de desenvolvimento nacional para o período 2017-2022, que prevê um aumento substancial nos gastos públicos. Espera-se que isso acelere a economia.

Ao mesmo tempo, o Banco Mundial espera uma recuperação das exportações.

10. Myanmar

É um dos países com o maior território e menor densidade populacional do Sudeste Asiático.

Sua localização estratégica entre duas das economias mais dinâmicas do mundo - China e Índia - converte Myanmar em polo comercial na região.

Trabalhadores em Myanmar
Trabalhadores em Myanmar
Foto: BBCBrasil.com

O país também desempenha papel importante pela exportação de minério, gás natural e produtos agrícolas.

O Banco Mundial estima que a economia de Myanmar crescerá 6,9% em 2017.

O órgão destaca que o país fez progressos substanciais contra a pobreza nos últimos anos, apesar de permanecer mal colocado em indicadores como expectativa de vida e mortalidade infantil.

Embora a China não apareça na lista dos dez países que mais irão crescer este ano, a segunda maior economia mundial deverá registrar alta de 6,5% do PIB, apoiada no consumo interno e na recuperação das exportações.

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