Argentina entra em greve geral contra reforma trabalhista de Milei
Paralisação afetou comércio e transportes no país
A greve geral convocada nesta quinta-feira (19) na Argentina por sindicatos contra a reforma trabalhista que está em votação na Câmara dos Deputados atraiu amplo apoio e está tendo um impacto significativo no país.
Na capital, Buenos Aires, o comércio e o transporte público pararam logo nas primeiras horas da manhã. Ao mesmo tempo, a companhia aérea nacional Aerolineas Argentinas anunciou em comunicado a suspensão de pelo menos 250 voos e transtornos para ao menos 30 mil passageiros, com a greve afetando também centenas de voos domésticos e internacionais, operados por outras empresas.
Também foram registrados confrontos entre manifestantes e a polícia na cidade, com o uso de gás lacrimogêneo e spray de pimenta pelos agentes para manter livre a circulação de veículos particulares e impedir a passagem de marchas sindicais que se dirigiam à Praça do Congresso, onde uma manifestação foi convocada contra o debate sobre a lei na Câmara dos Deputados que ocorre nesta quinta.
As reformas controversas, defendidas por Milei, visam facilitar a contratação e demissão de trabalhadores em um país onde a segurança no emprego já é difícil.
A proposta também tende a reduzir as indenizações por demissão, limita o direito à greve, aumenta a jornada de trabalho e restringe as férias.
A medida foi aprovada no Senado na semana passada e segue em votação na Câmara.
Enquanto a tensão no país está alta, Milei viajou aos Estados Unidos para participar hoje da inauguração do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza de Donald Trump.