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Após pressão de Meloni, ministra do Turismo da Itália renuncia

Daniela Santanchè é nova vítima de derrota do governo em referendo

25 mar 2026 - 14h47
(atualizado às 15h06)
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Após pressão exercida pela premiê da Itália, Giorgia Meloni, a ministra do Turismo do país, Daniela Santanchè, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (25).

Daniela Santanchè em evento com Giorgia Meloni em abril de 2023
Daniela Santanchè em evento com Giorgia Meloni em abril de 2023
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em carta enviada à chefe de governo, a política afirmou que desempenhou sua função "da melhor forma possível e sem quaisquer objeções". Além disso, declarou que "não teve dificuldade em obedecer e fazer o que foi pedido".

"Fiz questão, e continuo a fazer, de salientar que, até o momento, os meus antecedentes criminais são imaculados", disse.

Santanchè não escondeu "um pouco de amargura" em relação ao desfecho de sua trajetória como ministra do Turismo, mas afirmou estar "acostumada a pagar suas próprias contas e, muitas vezes, as dos outros também".

A saída da ministra ocorreu após o terremoto político causado pelo referendo constitucional realizado em 22 e 23 de março.

A consulta popular rejeitou uma reforma judicial promovida por Meloni, que reagiu com irritação ao resultado e, para retomar uma pauta historicamente cara à direita, decidiu demitir membros do Executivo com pendências judiciais que possam gerar desgaste.

As duas primeiras baixas foram o subsecretário do Ministério da Justiça, Andrea Delmastro, e a chefe de gabinete da pasta, Giusi Bartolozzi.

Santanchè era alvo havia anos da oposição devido a um processo por falsa contabilidade em sua antiga editora, a Visibilia, além de uma investigação por falência fraudulenta envolvendo a mesma companhia.

A ex-ministra pertence ao partido Irmãos da Itália (FdI), o mesmo de Meloni, e sempre contou com respaldo do governo para permanecer no cargo, apesar dos problemas com a Justiça. Contudo, com a derrota da reforma judicial no referendo, o cenário mudou.   

Ansa - Brasil
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