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Após dados sobre emprego, Trump reforça pressão para FED reduzir juros

Presidente ameaçou suspender comércio com países superavitários

4 set 2026 - 11h35
(atualizado às 14h26)
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Resumo
Donald Trump voltou a pressionar o Federal Reserve a reduzir os juros, ameaçando suspender o comércio com países deficitários caso a taxa não caia. A cobrança ocorreu após a criação de 162 mil vagas de emprego em agosto, superando as projeções do mercado. Defendendo que a solidez econômica exige taxas menores, Trump reforçou seu histórico de atritos com a autoridade monetária, reiterando sua rejeição à independência do banco central para alinhar a política aos interesses do governo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (4) suspender as trocas comerciais com os países com os quais Washington mantém déficit caso o Federal Reserve (FED), o banco central americano, não reduza as taxas de juros, atualmente entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Donald Trump discursa em evento na Casa Branca, em Washington
Donald Trump discursa em evento na Casa Branca, em Washington
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Baixem os juros ou vou parar de negociar com os países com os quais temos déficit, uma faculdade que a Suprema Corte reconheceu como direito absoluto do presidente. É melhor do que tarifas!", escreveu Trump em sua rede social Truth.

"O conselho do FED, com seu novo grande líder, deve agir com inteligência: sejam patriotas de vez em quando. As taxas de juros elevadas colocam os Estados Unidos em uma posição de desvantagem extremamente injusta, e não vou permitir que isso aconteça", acrescentou o mandatário.

A pressão foi reforçada após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos EUA em agosto, com a criação de 162 mil vagas, resultado superior às projeções dos analistas, que esperavam uma cifra de cerca de 55 mil. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, em linha com as expectativas.

"Acabam de ser anunciados excelentes dados de emprego: superaram todas as estimativas (exceto a minha!) em duas ou três vezes... e vocês ainda não viram nada! Cortem os juros, porque os Estados Unidos são muito mais sólidos do que há pouco tempo. Um país forte significa juros mais baixos. É muito simples! Deveríamos ter os juros mais baixos do mundo, como nos velhos tempos", afirmou.

A relação entre Trump e o FED tem sido marcada por atritos desde seu primeiro mandato. O presidente historicamente rejeita a independência do banco central e defende que as decisões de política monetária estejam alinhadas às prioridades da Casa Branca.

O atual mandatário da instituição, Kevin Warsh, assumiu o cargo em maio passado, indicado por Trump. 

Ansa - Brasil
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