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UE amplia ajuda humanitária ao Nepal após inundações devastadoras

Tragédia deixou quase 1,3 mil mortos e possivelmente mais de 5 mil desaparecidos

4 set 2026 - 10h26
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Resumo
A União Europeia ampliou a ajuda humanitária ao Nepal após as enchentes de agosto, que deixaram mais de 1.200 mortos e milhares de desaparecidos. O bloco anunciou o envio de 82 toneladas de suprimentos essenciais e a liberação adicional de 500 mil euros, somando-se aos 2 milhões de euros já repassados. A assistência inclui ponte aérea com a Unicef, envio de equipamentos de socorro por diversos países europeus, suporte da Cruz Vermelha, ativação do satélite Copernicus e envio de especialistas.

A União Europeia (UE) anunciou nesta sexta-feira (4) o envio de mais 82 toneladas de suprimentos essenciais e a liberação de mais 500 mil euros (quase R$ 3 milhões) para operações de emergência no Nepal, ampliando a resposta humanitária às devastadoras inundações de 26 de agosto.

    O novo aporte se soma aos 2 milhões de euros (cerca de R$ 11,8 milhões) em ajuda humanitária já destinados pela Comissão Europeia em 28 de agosto.

    O primeiro voo da Ponte Aérea Humanitária da UE, organizado em parceria com o Fundo das Nações para a Infância (Unicef), chegou ao Nepal nesta manhã transportando suprimentos para nutrição, saúde, água e saneamento, abrigo, educação e proteção, provenientes dos estoques europeus.

    Os 500 mil euros adicionais serão repassados pelo Fundo de Emergência para Desastres da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, permitindo que equipes locais atendam às necessidades mais urgentes da população afetada.

    Paralelamente, por meio do Mecanismo de Defesa Civil da UE, Luxemburgo, Alemanha, Letônia e Noruega estão enviando equipamentos como coletes salva-vidas, kits de higiene e cozinha, cobertores, suprimentos médicos, equipamentos de proteção individual e sistemas de energia de emergência.

    A ajuda reforça uma operação europeia que já estava em andamento. Além dos 2 milhões de euros destinados à emergência, a EU já havia reservado quase 3 milhões de euros para preparação contra desastres no Nepal.

    Parceiros financiados pelo bloco atuam diretamente nas áreas atingidas, enquanto o sistema europeu de mapeamento por satélite Copernicus foi ativado. A UE também enviou especialistas em logística e resposta rápida para a região.

    "A Europa está ao lado do povo do Nepal", afirmou a comissária europeia para Gestão de Crises, Hadja Lahbib, enfatizando que o bloco pretende apoiar não apenas as operações de resgate e a assistência imediata, mas também a reconstrução das comunidades devastadas.

    As inundações que atingiram o Nepal em 26 de agosto deixaram pelo menos 1.287 mortos e 5.083 desaparecidos, segundo a agência nepalesa de gestão de desastres, citada pelo Kathmandu Post.

    Mais de 12 mil pessoas foram resgatadas e levadas para locais seguros.

    Os números ainda variam conforme as fontes e são atualizados pelas autoridades. Informações anteriores da polícia nepalesa apontavam 1.280 mortos e 4.798 desaparecidos.

    Dados oficiais divulgados pela agência chinesa Xinhua indicam agora 31 mortos e 531 desaparecidos no Tibete em consequência das inundações. Pequim havia informado anteriormente 21 mortes e 541 desaparecidos.

    Ativistas, segundo relatos da Agence France-Presse, acusam o governo chinês de subestimar o número real de vítimas no Tibete.

    As autoridades chinesas não confirmaram essas acusações. .

Ansa - Brasil
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