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Após 4,2 milhões de casos de Covid-19 em novembro, EUA aguardam ansiosos por vacina

1 dez 2020
13h51
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Os Estados Unidos entraram no último mês do ano com expectativas de que potenciais vacinas promissoras sejam aprovadas em breve para interromper a rápida disseminação do coronavírus, depois que 4,2 milhões de novos casos foram registrados em novembro.

30/10/2020
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
30/10/2020 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Foto: Reuters

Os novos casos de Covid-19 mais do que dobraram em comparação ao recorde mensal anterior estabelecido em outubro, uma vez que um grande número de norte-americanos ainda se recusa a usar máscara e continua se reunindo em grupos numerosos, contra as recomendações de especialistas.

Com a estratégia do presidente Donald Trump sobre a pandemia dependendo fortemente de uma vacina, um painel de consultores externos da Agência de Alimentos e Medicamentos se reunirá em 10 de dezembro para discutir se vai recomendar que a FDA autorize o uso emergencial de uma vacina desenvolvida pela Pfizer Inc.

Os consultores considerarão uma segunda candidata --da Moderna Inc-- uma semana depois, disseram autoridades, aumentando as esperanças de que os norte-americanos possam começar a receber vacinas antes do final do ano, embora possa levar meses para vacinar amplamente as pessoas em todo o país.

Outras empresas farmacêuticas globais, incluindo AstraZeneca PLC e Johnson & Johnson, também têm vacinas em andamento, levando um integrante do programa Operação Warp Speed, do governo Trump, a prever que o país pode ser vacinado até junho.

"Cem por cento dos americanos que querem a vacina terão a vacina até (junho). Teremos mais de 300 milhões de doses disponíveis ao público americano muito antes disso", afirmou Paul Ostrowski, diretor de abastecimento, produção e distribuição do programa de vacinas, à rede de televisão MSNBC na segunda-feira.

O governador de Ohio, Mike DeWine, disse que autoridades em seu Estado identificaram 10 hospitais que receberão as primeiras doses da vacina, que, segundo ele, devem chegar por volta de 15 de dezembro.

Socorristas, enfermeiros e médicos serão os primeiros na fila para as vacinas, assim como os pacientes de casas de repouso, de acordo com o governador.

"Que essa data de 15 de dezembro chegue logo. Estamos muito animados e muito felizes com isso", disse DeWine.

Enquanto isso, importantes autoridades de saúde estão implorando aos norte-americanos para seguirem suas recomendações e ajudem a deter uma pandemia que matou mais de 36.000 pessoas em novembro, levando as hospitalizações a um número recorde de quase 93.000 no domingo, segundo uma contagem da Reuters.

Com mais de 10.000 mortos e 1,1 milhão de infecções por coronavírus na semana encerrada no domingo, o republicano Trump continuou focado em anular os resultados da eleição de 3 de novembro vencida pelo democrata Joe Biden.

Biden prometeu fazer do combate ao coronavírus sua principal prioridade ao assumir o cargo em 20 de janeiro, dizendo que se apoiará nas principais evidências científicas.

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