O vereador de Caracas Eliezer Otaiza, ex-diretor da extinta direção de Serviços de Inteligência e Prevenção (Disip, na sigla em espanhol), agora Serviço de Inteligência (Sebin, na sigla em espanhol) da Venezuela, foi assassinado em circunstâncias que estão sendo investigadas pelas autoridades, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, lamentou a morte do "herói" Otaiza, presidente do Conselho Municipal de Caracas, ex-membro da Assembleia Nacional Constituinte e que tinha participado da tentativa de golpe em 27 de novembro de 1992, contra o então chefe de Estado Carlos Andrés Pérez.
"Infelizmente foi encontrado morto, dei a ordem para que seja feita uma investigação completa, profunda, da estranha circunstância em que o vereador foi encontrado morto", disse Maduro, destacando que Otaiza tinha sido recentemente promovido a major do Exército. Maduro afirmou que Otaiza foi um "herói do 27 de novembro", evento no qual foi dado por morto, e que foi capaz de superar várias adversidades, inclusive um acidente em que quase morreu.
O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, relatou em um contato com a televisão venezuelana que o corpo de Otaiza, a quem chamou de "velho companheiro, camarada e amigo", foi encontrado no sábado sem identificação e com quatro marcas de bala na localidade de El Hatillo, nos arredores de Caracas. "O corpo de Otaiza apresenta quatro marcas de bala e as equipes do corpo de investigações do Cicpc (polícia científica) foram enviadas para averiguar o ocorrido", disse.
Após o anúncio da morte de Otaiza, muitas mensagens de condolência foram emitidas entre membros do governo, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e de movimentos chavistas, assim como do bloco opositor na Prefeitura de Libertador, na região metropolitana de Caracas.
Manifestantes "inundaram" as ruas do país neste domingo contra o atual governo
Foto: Reuters
Marcha pacífica reclamava sobre governo; milhares participaram da manifestação em pleno Carnaval
Foto: Reuters
Manifestantes participaram de um grande protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro na região metropolitana de Caracas, neste domingo, 2 de março
Foto: David González / Especial para Terra
Uma marcha pacífica foi realizada nas cidades de Chacao, Baruta e Sucre, região metropolitana de Caracas, neste domingo, 2 de março
Foto: David González / Especial para Terra
A Venezuela enfrenta uma de suas piores crises em uma década. Foto tirada em mais uma grande manifestação realizada na zona metropolitana de Caracas, em 2 de março
Foto: David González / Especial para Terra
As manifestações das últimas semanas deixaram pelo menos 18 pessoas mortas, em função da violência que tomou conta de alguns protestos e confrontos entre manifestantes encapuzados, forças de segurança e militantes pró-governo
Foto: David González / Especial para Terra
Manifestante exibe cartaz com a mensagem "A censura deste governo demonstra sua incompetência", durante protesto neste domingo, 2 de março, na região metropolitana de Caracas
Foto: David González / Especial para Terra
Manifestantes participaram de um grande protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro nos arredores de Caracas, neste domingo, 2 de março
Foto: David González / Especial para Terra
Manifestantes também protestaram pela liberdade de imprensa, neste domingo, 2 de março, em cidades da região metropolitana de Caracas
Foto: David González / Especial para Terra
Venezuela: novas manifestações ocupam Caracas e arredores
Foto: David González / Especial para Terra
Bandeiras do país foram carregadas por manifestantes neste domingo
Foto: Reuters
Manifestantes venezuelanos foram às ruas neste domingo, 2 de março
Foto: Reuters
Manifestante segura cartaz contra o governo e a censura que estaria sendo aplicada aos meios de comunicação no país
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