Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

América Latina

Publicidade

Eleições de meio de mandato nos EUA: quando saem os resultados?

Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para renovar a totalidade da Câmara dos Representantes e um terço do Senado em uma eleição de meio de mandato com potencial para redefinir o equilíbrio do poder em Washington. Embora os primeiros resultados comecem a ser divulgados nesta noite, a definição do controle do Congresso poderá demorar algumas horas ou até dias, dependendo da margem das disputas nos estados mais competitivos.

3 nov 2026 - 17h09
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
As eleições de meio de mandato nos EUA funcionam como um referendo sobre Donald Trump, que enfrenta impopularidade recorde em meio a tensões econômicas e externas. Cerca de 250 milhões de eleitores foram convocados para renovar a Câmara, um terço do Senado e 36 governos estaduais. Com forte polarização, os democratas tentam retomar o controle do Congresso para frear a gestão republicana. A apuração começa na noite de terça-feira, mas a definição da maioria no Senado pode levar dias.

O Alasca e o Havaí, no oeste dos Estados Unidos, foram os últimos a abrir as urnas nesta terça, às 13h e 14h em Brasília, respectivamente. A votação ocorre agora em todo o país, em um pleito marcado por forte polarização política e encarado como um teste decisivo para o presidente norte-americano, Donald Trump.

Os primeiros locais de votação começam a fechar às 18h no horário local em alguns estados da Costa Leste (20h em Brasília). Na Costa Oeste, em estados como Califórnia, Oregon e Washington, as últimas seções eleitorais encerrarão as atividades às 20h locais (1h da madrugada de quarta-feira em Brasília). Os últimos pontos de votação do país só fecharão uma ou duas horas depois.

Se houver uma vitória expressiva de um dos partidos na Câmara dos Representantes, uma tendência mais clara poderá surgir entre 23h e meia-noite na Costa Leste dos Estados Unidos, o que corresponde ao intervalo entre 1h e 2h da manhã de quarta-feira no horário de Brasília.

No Senado, a situação tende a ser mais complexa. Os primeiros resultados decisivos devem vir de estados da Costa Leste, como Carolina do Norte, Ohio e Maine. Na sequência, a atenção se voltará para disputas consideradas cruciais no Texas, Iowa e Kansas, localizados no fuso horário Central. O Michigan, por sua vez, apresenta uma particularidade: o estado está dividido entre dois fusos horários, o que pode tornar a divulgação dos resultados mais gradual.

A experiência recente mostra que a definição do controle da Câmara Alta pode exigir paciência. Nas eleições de meio de mandato de 2022, foram necessários quatro dias para que a maioria do Senado fosse confirmada. Os democratas só garantiram o controle da Casa em 12 de novembro, após uma apuração prolongada em estados-chave.

Quase 250 milhões de eleitores convocados

Cerca de 250 milhões de pessoas estão aptos a votar nestas eleições. Caso os democratas consigam uma ampla vitória no Congresso, o resultado poderá reduzir significativamente a margem de manobra de Trump nos dois últimos anos de seu mandato.

O interesse pela disputa já se reflete na participação antecipada. Segundo o site Election Lab, da Universidade da Flórida, quase 58 milhões de americanos haviam votado antes do dia oficial da eleição, seja presencialmente, por correspondência ou em centros de votação antecipada.

A oposição democrata busca retomar o controle da Câmara dos Representantes, composta por 435 cadeiras, e tem oportunidades expressivas no Senado, onde 35 dos 100 assentos estão em disputa.

Com atualmente 47 senadores, os democratas esperam alcançar a maioria de 51 cadeiras na Câmara Alta. Pesquisas apontam disputas acirradas em estados tradicionalmente conservadores, como Maine, Alasca, Texas, Ohio e Kansas. Uma derrota republicana no Senado limitaria a capacidade do presidente de aprovar indicações para a Suprema Corte e para altos cargos da administração federal.

Além da disputa pelo Congresso, os eleitores escolherão governadores em 36 estados e renovarão centenas de cargos nas assembleias legislativas estaduais.

Impopularidade recorde de Trump

A eleição ocorre em um momento delicado para Donald Trump. O presidente enfrenta seu pior nível de aprovação desde o retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025, em meio ao descontentamento de parte do eleitorado com a guerra contra o Irã e seus efeitos sobre os preços dos combustíveis.

Segundo a média de pesquisas compilada pelo jornal The New York Times, a taxa de aprovação do republicano caiu para 37,5%, o menor patamar de seu segundo mandato. Desde março de 2025, o percentual de eleitores que desaprovam sua gestão supera o dos que a apoiam.

Nesse contexto, as eleições de meio de mandato assumem o caráter de um referendo sobre o presidente, avaliação frequentemente repetida pelo próprio Trump durante a campanha.

Na tentativa de mobilizar sua base, o republicano concedeu nesta terça-feira uma entrevista por telefone à Fox News, na qual defendeu o desempenho de seu governo. Trump destacou sua política migratória, as tarifas comerciais, a inflação e a condução da guerra contra o Irã.

"Temos que manter a grandeza dos Estados Unidos. Agora somos grandes. Há dois anos éramos terríveis", declarou durante o programa Fox & Friends.

O presidente passou quase um mês percorrendo o país em campanha para as eleições legislativas mais caras da história americana, com gastos superiores a US$ 11 bilhões.

Na véspera da votação, Trump voltou a convocar seus apoiadores às urnas e classificou o pleito como decisivo: "São as eleições mais importantes das nossas vidas", afirmou.

RFI com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra