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Alvo de Trump, Macron critica 'ambições imperiais' e 'vassalagem'

Presidente da França abordou crise com EUA em discurso em Davos

20 jan 2026 - 11h12
(atualizado às 13h22)
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Emmanuel Macron discursa no Fórum Econômico Mundial de Davos
Emmanuel Macron discursa no Fórum Econômico Mundial de Davos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou as "ambições imperiais" e a "vassalagem" na geopolítica mundial, em clara alusão às ações do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem intensificando as investidas para tomar a Groenlândia da Dinamarca.

Macron discursou no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, poucas horas depois de Trump expor nas redes sociais uma mensagem privada do líder francês questionando o presidente americano sobre a Groenlândia e sugerindo realizar uma cúpula do G7 em Paris.

O embate tem como pano de fundo o recente anúncio dos EUA de tarifas alfandegárias de 10% contra produtos da França e de mais sete países europeus que se posicionaram em defesa da soberania dinamarquesa na ilha do Ártico. Além disso, Trump ameaçou taxar vinhos franceses em 200% se Macron recusar o convite para um assim chamado "Conselho da Paz" para a Faixa de Gaza.

"Estamos chegando a uma fase de instabilidade e desequilíbrio tanto para a segurança quanto para a economia, com mais de 50 guerras, ainda que me digam que algumas foram resolvidas", disse Macron, ironizando a reivindicação de Trump de ter solucionado oito conflitos pelo mundo no ano passado.

"É uma passagem rumo a um mundo sem regras, onde a lei internacional é pisoteada e as ambições imperiais voltam à superfície", acrescentou o presidente da França.

Segundo ele, as novas tarifas anunciadas pelos EUA são "inaceitáveis", ainda mais quando "usadas como instrumento contra a soberania territorial".

"A França e a Europa dão grande importância à soberania e à independência. Por isso decidimos deslocar forças para a Groenlândia", justificou Macron, para quem é preciso "descartar a aceitação passiva da lei do mais forte, que leva à vassalagem e à política do sangue".

A crise nas relações transatlânticas deve ser tema de uma reunião de emergência de líderes da União Europeia na próxima quinta-feira (22), em Bruxelas.

Ansa - Brasil
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