PUBLICIDADE

Alta em casos de gripe aviária em humanos na China preocupa

País relatou 21 infecções do subtipo H5N6 da gripe aviária em humanos em 2021 à OMS, tendo registrado somente 5 casos no ano passado

26 out 2021 14h06
| atualizado às 14h20
ver comentários
Publicidade
Homem fornece água para galinhas dentro de estufa em uma fazenda em Heihe, China 
REUTERS
Homem fornece água para galinhas dentro de estufa em uma fazenda em Heihe, China REUTERS
Foto: Reuters

Uma disparada no número de pessoas da China infectadas com a gripe aviária neste ano está aumentando as preocupações de especialistas, que dizem que uma linhagem que já circulava parece ter mudado e pode ser mais infecciosa para os humanos.

A China relatou 21 infecções do subtipo H5N6 da gripe aviária em humanos em 2021 à Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo registrado somente 5 casos no ano passado.

Embora os números sejam muito inferiores aos das centenas de infectados com H7N9 em 2017, as infecções são graves, tendo deixado muitas pessoas gravemente doentes e ao menos seis mortos.

"O aumento de casos humanos na China neste ano é preocupante. É um vírus que causa mortalidade alta", disse Thijs Kuiken, professor de Patologia Comparativa do Centro Médico da Universidade Erasmus de Roterdã.

A maioria dos casos havia tido contato com aves, e não há casos confirmados de transmissão de humano para humano, disse a OMS, que ressaltou o aumento de casos em um comunicado de 4 de outubro.

A agência disse que uma investigação adicional é "urgentemente" necessária para se entender o risco e o aumento do contágio de pessoas.

Desde então, uma mulher de 60 anos da província de Hunan foi hospitalizada com H5N6 em estado grave no dia 13 de outubro, de acordo com um comunicado do governo de Hong Kong.

Embora existam registros de casos humanos de H5N6, não se relata nenhum surto de H5N6 em aves na China desde fevereiro de 2020.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Publicidade
Publicidade