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África

Burkina Faso: EUA pedem que exército transfira poder a civis

Coronel Yacouba Isaac Zida, número dois da guarda presidencial, assumiu o poder após a renúncia do presidente Blaise Compaoré

2 nov 2014 - 08h37
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O tenente-coronel Zida neste sábado ignorou a declaração de seu superior e afirmou que ele mesmo estaria assumindo o lugar de Compaoré
O tenente-coronel Zida neste sábado ignorou a declaração de seu superior e afirmou que ele mesmo estaria assumindo o lugar de Compaoré
Foto: AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu neste sábado ao exército de Burkina Faso, que tomou o controle do país africano após a renúncia do presidente, Blaise Campaoré, que ceda o poder às autoridades civis.

"Os Estados Unidos condenam a tentativa dos militares burquinenses de impor sua vontade ao povo de Burkina Faso", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, em comunicado em Washington.

"Pedimos aos militares que transfiram imediatamente o poder às autoridades civis", ressaltou a porta-voz.

Psaki também pediu que os líderes civis do país se guiem "pelo espírito da Constituição de Burkina Faso e avancem imediatamente rumo a eleições presidenciais justas e livres".

"Lamentamos a perda de vidas esta semana em Burkina Faso e pedimos a todas as partes que evitem mais violência", acrescentou.

O exército de Burkina Faso concordou em designar o coronel Yacouba Isaac Zida, número dois da guarda presidencial, líder da transição para a democracia após a renúncia de Blaise Compaoré à presidência.

Compaoré renunciou na sexta-feira ao cargo depois de três dias de protestos maciços e violentos nas ruas do país. Ele estava há 27 anos no poder, aonde chegou após protagonizar um golpe de Estado.

EFE   
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