Afogamento, correntes marítimas ou 'oxigênio tóxico': o que causou a morte dos turistas em mergulho nas Maldivas
Cinco mergulhadores morreram durante expedição a uma caverna localizada a 50 metros de profundidade
Os corpos dos cinco mergulhadores italianos que morreram durante um mergulho nas Maldivas foram recuperados no fim de semana. O acidente é considerado o pior já registrado no arquipélago, segundo as autoridades. O grupo tentava explorar cavernas a 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu, de acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores da Itália.
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Apesar de a equipe de mergulhadores ser experiente na prática, uma série de fatores acabou contribuindo para a aventura acabar em tragédia na última quinta-feira, 14.
Especialistas ainda tentam desvendar o mistério, mas não descartam as seguintes possibilidades: condições climáticas adversas, equipamento inadequado e toxicidade do oxigênio.
As condições meteorológicas na área eram adversas, com um alerta amarelo emitido para barcos de passageiros e pescadores naquele dia. As condições incluíam mar agitado e correntes fortes, que podem desorientar mergulhadores, levantar sedimentos, reduzir a visibilidade a quase zero e dificultar a navegação ou a saída da água.
Também não se sabe se o grupo utilizou equipamento adequado para o mergulho. Eles não tinham permissão para fazer um mergulho profundo. O limite para o mergulho recreativo é de 30 metros, enquanto a caverna ficava a cerca de 50 metros de profundidade.
Em mergulhos mais profundos, pode ocorrer um fenômeno chamado de toxicidade do oxigênio, quando a mistura da substância inalada se torna tóxica ao corpo humano.
A caverna em questão consiste em três grandes câmaras conectadas por passagens estreitas, túneis subaquáticos e estruturas de recife de coral. Esse ecossistema apresentava correntes potencialmente fortes, baixa visibilidade e condições climáticas adversas.
O grupo emitiu um pedido de socorro por volta das 13h45 (horário local). Eles foram dados como desaparecidos após não retornarem à superfície.
Uma operação de alto risco para recuperar os corpos precisou ser suspensa depois que um mergulhador morreu por doença descompressiva subaquática, depois de ter sido trasnferido para um hospital.
Quem são as vítimas
- Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
- Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
- Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
- O instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua;
- Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
O arquipélago das Maldivas é formado por 1.192 ilhas de coral, também chamadas de atóis, espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico. O local é um destino turístico de luxo, popular entre mergulhadores.
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