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Acadêmico que levantou acusações de plágio contra Arday é suspenso por universidade

20 ago 2026 - 14h27
(atualizado às 15h06)
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Resumo
A Universidade de Ghent suspendeu preventivamente o acadêmico Nathan Cofnas, investigado por discriminação após acusar Jason Arday de plágio. Arday, que havia sido o professor negro mais jovem de Cambridge, renunciou ao cargo e foi encontrado morto aos 41 anos, após relatar forte abalo por ataques públicos. Cofnas, que já acumulava controvérsias por declarações raciais, teme ser demitido, enquanto familiares de Arday afirmam que o docente foi vítima de desinformação e assédio.

Nathan Cofnas, o acadêmico ‌norte-americano que levantou acusações de plágio contra o falecido professor de Cambridge Jason Arday, afirmou nesta quinta-feira que foi suspenso pela Universidade de Ghent, na Bélgica, e que é investigado por discriminação.

Arday, que já foi aclamado como o mais jovem professor negro de Cambridge, foi ⁠encontrado morto, aos 41 anos, em Londres na sexta-feira, dias após ‌se demitir do cargo. Arday havia negado a acusação de plágio, mas reconheceu ter cometido erros.

"Acabei de ser suspenso pela Universidade ‌de Ghent. É quase certo que ‌eles vão me demitir", escreveu Cofnas em sua conta no ⁠X.

Em um post de algumas horas antes, ele disse que estava "sob investigação pela minha universidade por discriminar Arday".

A Universidade de Ghent informou que suspendeu Cofnas "como medida preventiva" enquanto aguarda uma investigação disciplinar preliminar, mas não entrou em detalhes sobre os motivos.

A instituição disse, em ‌comunicado enviado por email, que não poderia comentar mais nada "para salvaguardar ‌a confidencialidade do arquivo ⁠pessoal e do ⁠processo disciplinar".

Milhares de pessoas participaram de uma vigília no centro de Londres na ⁠segunda-feira para homenagear Arday. O ‌primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ‌descreveu a morte de Arday como uma "tragédia em muitos níveis" e disse que era um momento para reflexão.

Cofnas escreveu em sua página no Substack, em 21 de julho, que havia sido ⁠contatado por uma fonte da Universidade de Cambridge a respeito de acusações de plágio envolvendo Arday. Cofnas afirmou, na ocasião, que não revelaria a fonte.

O próprio Cofnas foi alvo de escrutínio em sua carreira acadêmica após o ‌Emmanuel College, da Universidade de Cambridge, encerrar sua parceria com ele, em meio a preocupações de alguns alunos com suas publicações em ⁠um blog, segundo as quais em uma meritocracia "os negros desapareceriam de quase todos os cargos de destaque fora dos setores de esportes e entretenimento".

Cofnas afirma não ser racista e está em disputa judicial com o Emmanuel College.

As acusações de plágio contra Arday receberam ampla cobertura da mídia, levando a questionamentos sobre outros aspectos da vida do acadêmico, incluindo declarações sobre sua carreira, vida pessoal e condições médicas. Antes de sua morte, Arday afirmou repetidamente que os ataques públicos contra ele estavam afetando profundamente a ele e à sua família.

Sua família afirmou na sexta-feira que ele foi vítima de desinformação e assédio.

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