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Mulheres em situação de rua viram amigas sem saberem que são mãe e filha

História de novela! Após 20 anos separadas, duas mulheres em situação de rua viram amigas e só depois descobrem que são mãe e filha

12 jun 2025 - 09h35
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Mulheres em situação de rua viram amigas sem saberem que são mãe e filha
Mulheres em situação de rua viram amigas sem saberem que são mãe e filha
Foto: Reprodução EPTV / Contigo

Em Campinas (SP), uma história emocionante de reencontro surpreendeu todos que acompanham o trabalho do Instituto Há Esperança, organização que acolhe pessoas em situação de rua. Cristiane Duarte da Silva e Vitória Duarte Machado, mãe e filha, descobriram o laço familiar depois de conviverem por dois meses no mesmo abrigo, sem saber que eram parentes. A revelação só ocorreu após uma reportagem da EPTV, afiliada da Rede Globo, mostrar a formatura de Cristiane em cursos profissionalizantes oferecidos pela ONG.

A trajetória das duas é marcada por episódios difíceis. Cristiane, hoje com 41 anos, foi parar nas ruas após sofrer uma tentativa de abuso sexual de seu padrasto. Sem o apoio da mãe, não viu outra saída a não ser viver nas calçadas. "Às vezes, tem uns que chegam a jogar até lixo na gente", relatou sobre o preconceito enfrentado. Apesar dos desafios, ela buscou capacitação e concluiu cursos de confeitaria, informática e elétrica, emocionando-se durante a cerimônia de formatura. "É uma emoção. A gente faz o curso e acaba tendo um diploma. Nunca imaginei que isso poderia acontecer", declarou.

A descoberta aconteceu quando um tio de Vitória viu Cristiane na televisão e entrou em contato com a jovem. "O meu tio falou que viu ela na TV. Aí mandou foto, vídeo, e mandou eu procurar ela por aqui, falou que ela estava aqui. Aí eu falei: 'ela está no mesmo lugar que eu', e fui procurar", contou Vitória, de 21 anos. Após o reencontro, a jovem descreveu a emoção do momento: "Eu saí gritando, 'achei, achei, achei!'". Questionada sobre o abraço depois de duas décadas, ela resumiu: "É a melhor coisa do mundo".

Segundo a coordenadora do Instituto, Roberta Dantas, a cena comoveu todos no abrigo. "Eu trabalho com pessoas em situação de rua há mais de 15 anos, e a gente não tinha uma história dessa", afirmou. Cristiane conta que, durante anos, tentou localizar a filha, mas sem sucesso. "Eu procurava, mandava carta, e nunca recebia resposta. Todo dia à noite você dorme… você não sabe se comeu, se está bem, se quem está tomando conta está judiando, sabe?", desabafou.

Agora, com a esperança renovada, Cristiane sonha em reconstruir a família e oferecer um lar seguro para Vitória e os outros dois filhos, Fernanda e Juliano. "Trabalhar, né? É um cantinho pra gente ficar, porque na rua não dá pra ficar, não dá pra criar uma família na rua", explicou, emocionada. "Antes de eu morrer, eu tenho que ver meus filhos, porque senão eu não vou sossegar", concluiu.

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