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Mortes violentas no Brasil caem ao menor nível em 13 anos

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta queda nacional, mas alerta para o avanço do feminicídio e da letalidade policial

24 jul 2026 - 16h40
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As mortes violentas no Brasil caíram 8,2% em 2025 em relação ao ano anterior. Ao todo, o país registrou 40.775 vítimas de crimes letais intencionais, o que representa uma taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes — a menor marca dos últimos 13 anos.

Criminalidade cai no Brasil
Criminalidade cai no Brasil
Foto: Justin Sullivan/Getty Images / Perfil Brasil

Os dados integram o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). O levantamento engloba homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

Em comparação com 2012, início da série histórica do FBSP, a queda atinge impressionantes 31,0% das mortes violentas. Além disso, os homicídios dolosos sozinhos recuaram 10%, somando 32.914 casos. Essa redução permitiu que o país antecipasse em dois anos a meta nacional de segurança prevista originalmente para 2027.

Contrastes do relatório: feminicídios e ação policial sobem

Apesar do recuo geral das mortes violentas, o estudo revela pontos críticos que acendem o alerta das autoridades. Por exemplo, os feminicídios subiram 4% em 2025, contabilizando 1.571 vítimas — uma taxa de 1,4 mortes para cada 100 mil mulheres.

Do mesmo modo, a violência policial registrou alta. As mortes provocadas por intervenções policiais em serviço ou fora dele cresceram 5,4%, totalizando 6.602 casos. Atualmente, essas ocorrências representam 16,2% de todas as mortes violentas no Brasil, significando que os agentes de segurança respondem por uma a cada seis mortes violentas no território nacional.

Enquanto isso, a vitimização de policiais civis e militares seguiu o caminho oposto. As mortes de agentes caíram 3,5%, fechando o ano com 139 registros, o equivalente a 0,27 casos para cada mil policiais na ativa.

"A violência no Brasil mantém alvos extremamente definidos: 90% das vítimas de mortes violentas são homens e 79,7% são pessoas negras, proporção que atinge 82% nas mortes por intervenção policial."

Sete estados contrariam a tendência nacional e sobem índices

Em contrapartida à melhora do país, sete unidades da federação registraram aumento nos assassinatos em 2025: Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

O Rio Grande do Norte liderou a alta com um salto de 19,6% nos índices. O avanço dos conflitos entre facções criminosas como Comando Vermelho, Sindicato do Crime e PCC (Primeiro Comando da Capital) impulsionou a disparada dos homicídios no estado.

Em contrapartida, em Rondônia e no Rio de Janeiro, a ação das forças policiais impulsionou a subida das estatísticas. No cenário fluminense, a letalidade policial respondeu por 20,5% do total de mortes violentas, impactada fortemente pela operação que deixou mais de uma centena de mortos ao longo do ano.

Nordeste concentra cidades mais violentas do país

Regionalmente, as regiões Nordeste e Norte continuam apresentando as maiores taxas de mortalidade por 100 mil habitantes, registrando 31,6 e 25,3 respectivamente — ambas bem acima da média nacional. Ademais, os dez municípios mais violentos do país em 2025 pertencem todos à Região Nordeste.

Perfil Brasil
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