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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida com militar em blitz

O ministro exige esclarecimentos sobre uma pistola Glock retida com segurança; o magistrado também cobra explicações da PMDF sobre fiscalização

16 jun 2026 - 14h25
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O cenário político nacional registrou um novo desdobramento jurídico envolvendo a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, estipulou o prazo de 24 horas para uma manifestação oficial. A defesa do ex-mandatário precisa explicar os motivos para a manutenção de um armamento em sua residência atual. A ordem judicial decorre diretamente da apreensão de uma pistola em uma fiscalização de trânsito em Taguatinga.

O ex
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Foto: presidente Jair Bolsonaro (PL) - Antonio Augusto/STF / Perfil Brasil

Nesse sentido, os policiais militares do Distrito Federal realizaram a abordagem do automóvel durante a noite. O condutor do veículo Honda Civic identificou-se como o servidor público Estácio Leite da Silva Filho. O funcionário exerce a função de agente de segurança particular do ex-presidente da República. Inicialmente, o motorista declarou aos policiais de plantão que integrava os quadros do Gabinete de Segurança Institucional. O agente afirmou que transportava o equipamento para a realização de um conserto mecânico.

Por outro lado, os integrantes da patrulha avistaram a pistola Glock de calibre 9 milímetros caída no assoalho do carro. O funcionário admitiu a propriedade real do ex-chefe do Executivo apenas após a checagem detalhada dos dados do veículo. Os policiais consultaram o sistema eletrônico Sigma do Exército Brasileiro para confirmar a regularidade da numeração. A corporação constatou que o motorista trafegava sem o Certificado de Registro de Arma de Fogo no momento da abordagem.

O cumprimento da pena  de Bolsonaro e os questionamentos do ministro

Contudo, o ex-mandatário cumpre atualmente uma pena unificada de 27 anos e três meses de reclusão em regime fechado. O colegiado do Supremo Tribunal Federal determinou a punição penal pelo crime de tentativa de golpe de Estado. O réu cumpre uma modalidade de prisão domiciliar humanitária desde o final do mês de março. O ministro Alexandre de Moraes concedeu o benefício temporário de 90 dias por razões de saúde do paciente. O político tratava um quadro agudo de broncopneumonia em sua residência particular.

Da mesma forma, o relator do processo apresentou três questionamentos fundamentais em seu novo despacho oficial. O magistrado deseja saber o motivo para o condenado manter o artefato bélico e um carregador sobressalente em casa. O juiz também considerou estranho o pedido de reparo técnico nas vésperas do término do benefício humanitário. O advogado Gustavo Sampaio analisou a situação jurídica e prestou esclarecimentos técnicos sobre as regras do cumprimento da pena.

"A Defesa de Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento"

A fiscalização militar e o posicionamento dos órgãos

Além disso, o despacho judicial cobrou providências imediatas do comando do 19º Batalhão da Polícia Militar. O ministro deseja verificar se os agentes cumprem fielmente as determinações de vistorias nos automóveis. A ordem anterior exige a revista completa de todos os carros oficiais que saem do perímetro residencial. A corte também solicitou informações sobre o armazenamento dos telefones celulares dos seguranças na parte externa do imóvel.

A Polícia Civil do Distrito Federal enquadrou a ocorrência como uma conduta irregular de tráfego de armamento. O motorista prestou depoimento formal na delegacia de polícia da região administrativa antes de receber a liberação. Por sua vez, a chefia do Gabinete de Segurança Institucional publicou uma nota para esclarecer as suas atribuições legais. O comunicado oficial informa que a instituição não gerencia a integridade física de ex-presidentes.

Em suma, os funcionários à disposição dos antigos mandatários passam por livre indicação dos próprios políticos. Os profissionais não possuem subordinação técnica ou subordinação operacional aos comandantes da estrutura do gabinete federal. Por fim, a assessoria jurídica de Jair Bolsonaro trabalha na elaboração das respostas oficiais exigidas pelo STF. O descumprimento das regras de segurança pode provocar a revogação dos benefícios e o retorno imediato do detento ao regime fechado.

Perfil Brasil
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