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Ministro Luís Roberto Barroso anuncia aposentadoria do STF

A declaração de saída foi marcada por emoção, e o ministro fez algumas pausas. Ele indicou que é o momento de buscar "outros rumos", que ainda não estão definidos, mas citou o desejo de dedicar mais tempo à literatura.

9 out 2025 - 19h44
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O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) que está deixando o Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de aposentadoria foi comunicada ao final da sessão do STF. Barroso informou que deve atuar na Corte até a próxima semana, momento em que fará sua despedida oficial.

Ministro Luís Roberto Barroso
Ministro Luís Roberto Barroso
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Perfil Brasil

A declaração de saída foi marcada por emoção, e o ministro fez algumas pausas. Ele indicou que é o momento de buscar "outros rumos", que ainda não estão definidos, mas citou o desejo de dedicar mais tempo à literatura.

"Sinto que agora é hora de seguir outros rumos, que nem sei se estão definidos. Não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais a vida que me resta, sem as disposições, obrigações e exigências públicas do cargo — com mais literatura e poesia", afirmou o ministro. Ele também indicou que planeja lançar um livro de memórias e se dedicar aos estudos.

Barroso fez questão de ressaltar que a decisão de deixar o STF não está relacionada a nenhum fator da política atual. O ministro informou que já havia comunicado o Presidente da República sobre essa intenção há cerca de dois anos.

"Nada tem a ver com qualquer fato da conjuntura atual. Há cerca de dois anos, comuniquei o Presidente da República dessa intenção", disse.

O ministro presidiu o STF nos últimos dois anos, concluindo seu mandato na semana passada, quando o comando da Corte foi passado ao ministro Edson Fachin. Barroso podia permanecer no STF até 2033, ano em que completaria 75 anos, a idade-limite para o funcionalismo público.

Em seu discurso de despedida, ele reforçou que não se arrepende das decisões tomadas em sua jornada no tribunal. "Todos nós aqui julgamos causas difíceis, complexas, com interesses múltiplos, e cada um procura fazer o melhor. De minha parte, ao longo desses anos, diante de questões delicadas, estudei e refleti sobre a coisa certa a fazer. E fiz. Não carrego arrependimentos", declarou.

Ao finalizar, Barroso mencionou os ataques antidemocráticos que foram direcionados às instituições, em especial ao STF. Ele expressou confiança de que a história reconhecerá o trabalho dos ministros na defesa da democracia.

"Com altivez, mas sem bravatas, cumprimos com honra o nosso destino. A história nos dará o crédito, devido e merecido. Deixo o tribunal com o coração apertado mas com a consciência tranquila de quem cumpriu a missão de sua vida. Não foram tempos banais, mas não carrego comigo nenhuma tristeza ou mágoa. A afetividade é uma das energias mais poderosas do universo. Fico feliz por deixar aqui amigos queridos e boas lembranças. O STF continuará a ser o guardião da constituição e um dos protagonistas na democracia", concluiu Barroso

Perfil Brasil
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