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Ministro de Israel reafirma plano para remover população palestina de Gaza

27 mai 2026 - 13h21
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Pintada como plano de "emigração voluntária", medida sugerida por Donald Trump seguia paralisada, mas voltou à pauta do governo israelense após publicação de ministro de Defesa.O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reafirmou nesta quarta-feira (27/05) a intenção de implementar um plano de remoção da população palestina para fora da Faixa de Gaza.

Vista aérea da Cidade de Gaza em novembro de 2025
Vista aérea da Cidade de Gaza em novembro de 2025
Foto: DW / Deutsche Welle

A medida, pintada pelo ministro como um "plano de emigração voluntária" para os habitantes do enclave devastado, chegou a ser colocada em prática no início de 2025, mas ficou paralisada com a evolução da ofensiva com o Hamas e o posterior cessar-fogo.

"O plano de emigração voluntária de Gaza também será implementado, tudo a seu tempo e da maneira correta", escreveu Katz na rede social X.

A ideia de remover a população de Gaza - sugerida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no início de fevereiro de 2025 e rapidamente abraçada pelas autoridades de Israel - é descrita por diversas organizações de direitos humanos como um plano de limpeza étnica na Faixa.

Naquele mesmo mês, Katz anunciou a criação de uma Diretoria para a Saída Voluntária dos Residentes de Gaza", subordinada à pasta da Defesa, destinada a "ajudar" os habitantes de Gaza que busquem abandonar o enclave "voluntariamente".

No território, vivem cerca de 2,1 milhões de pessoas, atualmente amontoadas em 40% do enclave junto à costa, devido à ocupação militar israelense no restante do território.

Segundo o Centro de Satélites da ONU (Unosat), 81% de todas as estruturas de Gaza foram danificadas em ataques israelenses desde 7 de outubro de 2023.

A maioria da população reside em tendas ou edifícios danificados, diante da impossibilidade de iniciar a reconstrução ou retornar às suas casas em meio a um cessar-fogo que não evolui para a reabilitação do enclave palestino.

Mais de 72,8 mil habitantes de Gaza morreram em ofensivas israelenses na Faixa desde que Israel lançou sua ofensiva em 7 de outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde do enclave.

Naquela ocasião, as Forças de Defesa de Israel iniciaram os ataques como retaliação pela invasão do Hamas a Israel no mesmo dia, na qual mataram 1,2 mil pessoas e sequestraram 251.

Ataque de Israel mata líder do Hamas

O grupo Hamas confirmou também nesta quarta a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeio de Israel realizado na terça-feira (26/05) contra a Cidade de Gaza, uma semana após a nomeação para o cargo.

O Hamas declarou que Odeh "alcançou os mais altos escalões da 'jihad' e do sacrifício", sublinhando que deixa "uma nova página de orgulho e dignidade com o seu sangue", segundo o jornal palestiniano Filastin.

O grupo palestino apelou ainda à população para comparecer ao funeral de Odeh e de vários membros da dele família mortos no ataque na Cidade de Gaza, reiterando ainda que a morte do líder militar "afirma a continuidade do caminho da resistência".

Mais cedo, o as forças israelenses e o Shin Bet, serviço de segurança interno de Israel, anunciaram, em declaração conjunta, que Odeh foi "eliminado" no bombardeio, no qual "foram atacados vários edifícios no coração da Cidade de Gaza que serviam de refúgio" para o Hamas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou nas redes sociais que Odeh "se juntará aos seus cúmplices nas profundezas do inferno", acrescentando que ele foi o quarto líder da ala militar do Hamas a ser morto desde 7 de outubro de 2023.

Katz felicitou as Forças de Defesa de Israel (FDI) e o Shin Bet pela "brilhante execução", reiterando que Israel "prometeu eliminar todos aqueles que lideraram o massacre de 7 de outubro" de 2023.

"Todos eles estão marcados para morrer, onde quer que estejam", disse o ministro da Defesa.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou na terça-feira que pelo menos 906 pessoas morreram e 2.747 ficaram feridas em ataques israelitas desde que o acordo de cessar-fogo com Israel entrou em vigor, em 10 de outubro de 2025. Entretanto, mais de 72.800 pessoas morreram e 172.800 ficaram feridas desde a ofensiva israelita lançada após os ataques do Hamas em 2023.

Fcl (EFE, Lusa)

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