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Megaoperação policial mira influenciadora e chefe de rede que fabricava anabolizantes clandestinos

Saiba detalhes da megaoperação que bloqueou R$ 32 milhões e desmantelou laboratórios clandestinos em vários estados

12 ago 2026 - 10h25
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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma megaoperação na manhã desta quarta-feira (12) para desarticular uma organização criminosa suspeita de fabricar e distribuir anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados por todo o país. Conforme os dados apurados pelo g1, a ação policial cumpre 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão em diversos estados, além de ter determinado o bloqueio de R$ 32 milhões das contas dos investigados. A medida judicial também ordenou a apreensão de 11 veículos de luxo, o fechamento de 13 estabelecimentos comerciais e a derrubada de 22 perfis utilizados para divulgar os produtos nas redes sociais.

Segundo os investigadores da Polícia Civil, as substâncias eram produzidas em condições caseiras e extremamente precárias, misturando hormônios, estimulantes e diuréticos
Segundo os investigadores da Polícia Civil, as substâncias eram produzidas em condições caseiras e extremamente precárias, misturando hormônios, estimulantes e diuréticos
Foto: PCDF/Reprodução / Perfil Brasil

Entre os principais alvos de prisão da polícia estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e apontado como o chefe do esquema criminoso, a influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima. As investigações tiveram início após a apreensão de um aparelho celular pertencente ao líder de um dos núcleos da quadrilha, no qual os agentes encontraram diversas trocas de mensagens detalhando a logística, a divisão das tarefas e o funcionamento da rede ilícita.

Segundo os investigadores da Polícia Civil, as substâncias eram produzidas em condições caseiras e extremamente precárias, misturando hormônios, estimulantes e diuréticos. O grupo contava com o apoio de médicos veterinários para emitir receitas falsas e adquirir medicamentos controlados em lojas agropecuárias. Para enganar os compradores e dar aparência de legitimidade aos frascos, os suspeitos colavam rótulos em língua estrangeira e estampavam bandeiras internacionais nas embalagens. O esquema era fortalecido por nutricionistas e treinadores que recomendavam o uso dos produtos aos clientes.

A estrutura do grupo operava com divisões estratégicas por estado, mantendo as bases de fabricação, estocagem e a gráfica de embalagens no Distrito Federal. Em Goiás, o grupo gerenciava depósitos, movimentações financeiras e uma farmácia de manipulação parceira. Na Paraíba, funcionava uma filial instalada em uma mansão à beira-mar para receber insumos importados via correio, enquanto no Paraná operava a coordenação de suprimentos de fronteira, com ramificações de distribuição que alcançavam também o Acre e Minas Gerais.

Perfil Brasil
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