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Médico revela que Jair Bolsonaro correu risco de morte

Antônio Luiz Macedo explicou: “Se ele vomitasse o líquido (suco gástrico do estômago) entrava nos pulmões e ele morria”

6 jan 2022 12h43
| atualizado às 12h45
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Jair Bolsonaro está de volta, na ativa, em Brasília, desde ontem, após ter se recuperado de uma obstrução intestinal, tendo alta do hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, na quarta-feira, 5.

Coletiva de imprensa de Jair Bolsonaro e equipe médica após alta hospitalar
Coletiva de imprensa de Jair Bolsonaro e equipe médica após alta hospitalar
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA / Estadão

No entanto, o presidente correu risco de morte, como atestou o médico Antônio Luiz Macedo. “Na hora que passamos a sonda nele, saiu um litro de suco gástrico do estômago. Se ele vomitasse o líquido entrava nos pulmões e ele morria”, disse em entrevista ao jornal Extra.

 “Ele se recuperou rapidamente. Mas não existe “pequena obstrução” no caso do presidente. O intestino está todo colado na parede devido a vários fatores — a própria facada, as cirurgias, os sangramentos e infecções já ocorridos. É sempre perigoso, portanto”, alertou.

Bolsonaro também  temeu pela sua vida, como relatou o médico, quando ligou chorando de dor.  Falou “estou morrendo, Macedo. A coisa está ruim”, falou. “Mandei ele ir na hora para o Vila Nova Star, liguei para o Pedro (Pedro Henrique Loretti, diretor do hospital), que orquestrou tudo com muita competência. Quando cheguei, analisei a tomografia, os exames de sangue e toquei na barriga dele. Quando apalpei, vi que o intestino não estava rasgando e estava mais molinho. Foi muito bom. Porque qualquer cirurgia que for feita nessa região dificilmente vai durar menos de 12 horas”, falou.

O médico que atende Bolsonaro desde a facada em 2018, comentou que a obstrução intestinal foi provocada por "camarão não mastigado corretamente". O próprio Bolsonaro explicou o episódio, durante a entrevista coletiva: "eu não almoço, eu engulo. A peixada tinha uns camarõezinhos também, comi e mastiguei o peixe e comi o camarão".

Para evitar novas internações futuras, Macedo dá dicas para Bolsonaro. “Caminhar absolutamente todos os dias. Meia hora de manhã, meia hora de tarde. Isso melhora o peristaltismo intestinal (os movimentos involuntários realizados pelo órgão que facilitam a digestão) e deverá ser feito para sempre. Deve mastigar 15 vezes os alimentos também”.

Macedo garante que agora o presidente está bem. “O presidente é forte”, ressaltou. "Não existe essa possibilidade de não procurar socorro médico. A dor é pavorosa. É como alguém bater com um martelo na barriga com força".

Fonte: Redação Terra
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