Mário Gomes: quem é o ator que aposta em nova sigla e defende Exército nas ruas?
Ícone de sucessos como "Guerra dos Sexos" e "Vereda Tropical", o ator de 71 anos foca agora na política e na defesa da segurança pública
Aos 71 anos, o ator Mário Gomes inicia um novo capítulo em sua trajetória pública ao assumir a presidência de honra do partido Direita Brasil no Rio de Janeiro. A nova sigla, que está em fase final de criação, foca sua plataforma política na segurança pública e defende abertamente o uso das Forças Armadas nas ruas fluminenses para reforçar o combate à criminalidade. Para o ex-contratado da TV Globo, essa pauta tornou-se ainda mais urgente após um episódio pessoal traumático. Em dezembro do ano passado, ele foi vítima de um assalto violento em sua residência na Barra da Tijuca, sofrendo agressões físicas e um prejuízo financeiro de cerca de R$ 50 mil.
Mário Gomes
Antes de se dedicar à política, Mário Gomes construiu uma carreira sólida e de enorme sucesso como um dos principais galãs da teledramaturgia brasileira. Sua trajetória na televisão é marcada por personagens icônicos que conquistaram o público entre as décadas de 1970 e 1990. Ele estreou com destaque na novela Gabriela (1975) e rapidamente se tornou uma das estrelas do primeiro escalão da Globo, protagonizando tramas inesquecíveis como Duas Vidas (1976), Jogo da Vida (1981) e Sol de Verão (1982). Um de seus papéis mais memoráveis foi o motorista Nando em Guerra dos Sexos (1983), onde formou um par romântico com Lucélia Santos. Logo depois, viveu o auge da popularidade como o jogador de futebol Luca em Vereda Tropical (1984), consolidando-se como um símbolo de sua geração antes de mostrar sua versatilidade cômica em produções como Perigosas Peruas (1992).
Agora, Mário utiliza sua visibilidade para atuar como o principal porta-voz do Direita Brasil e promover um abaixo-assinado pelo controle militar na segurança do Rio. Em vídeos divulgados nas redes sociais, o ator afirmou que "as pessoas que acreditam nos valores da direita agora têm um partido para chamar de seu" e justificou sua postura enfática dizendo que "ninguém aguenta mais tanta violência, não podemos nem ao menos sair de casa com tranquilidade".