Mamonas assassinas: sementes plantadas com cinzas da banda já viraram mudas
Saiba como visitar o memorial onde a vida floresce 30 anos após a tragédia e entenda o processo tecnológico que transforma memórias em árvores
As sementes de jacarandá plantadas em biournas com parte das cinzas dos integrantes dos Mamonas Assassinas já germinaram no Cemitério Primaveras, em Guarulhos. O fato ocorre quase dois meses após a inauguração do memorial em homenagem ao grupo, permitindo que as mudas sejam visitadas gratuitamente pelos fãs. De acordo com informações do g1, o processo de plantio foi realizado pelos familiares no dia 2 de março, data que marcou os 30 anos do trágico acidente que vitimou a banda. O desenvolvimento das plantas acontece dentro de um centro de incubação especializado, onde os restos mortais cremados foram misturados a compostos orgânicos para nutrir as novas árvores.
As urnas devem permanecer sob monitoramento técnico rigoroso por um período que varia de 12 a 24 meses. Selma Capanema, gestora executiva da BiosBrasil, explicou que este tempo é necessário para que as sementes se tornem mudas resistentes antes de serem transplantadas definitivamente. "Após a germinação, a muda permanecerá em nosso centro de incubação por um período aproximado de 12 a 24 meses. Durante esse tempo, seu desenvolvimento é assistido e monitorado continuamente por nossa equipe de especialistas", afirma a gestora. Além do monitoramento físico, os familiares podem acompanhar o crescimento das árvores por meio de uma plataforma digital exclusiva.
A escolha do jacarandá para homenagear Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli não foi por acaso. A espécie é reconhecida como um símbolo de sabedoria e renascimento, apresentando flores em tons de lilás e azul durante sua floração. Conforme detalhado por Selma Capanema, a árvore pode crescer cerca de 1,5 metro por ano, atingindo até 15 metros de altura na fase adulta. Para os parentes, a transformação das cinzas em vida traz um novo significado ao luto. Grace Alves, irmã do vocalista Dinho, expressou sua emoção nas redes sociais ao celebrar a vida que brota das lembranças do irmão.
O memorial está localizado a poucos metros dos túmulos originais dos músicos e conta com a icônica Brasília amarela em exposição. Célia Alves, mãe de Dinho, descreveu a cerimônia de inauguração como um momento de extrema delicadeza e beleza para a história da banda. "A saudade não passa, não vai passar nunca, principalmente para mim que sou a mãe do Dinho dos Mamonas. Então, para mim, não vai passar nunca e para os pais, para os parentes, é um momento muito lindo da história deles", relatou Célia. O espaço agora serve como um ponto de conexão viva entre os ídolos e as novas gerações de fãs que mantêm o legado do grupo aceso.
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