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Política

Presidente do PSOL diz que não há 'plano B' para o Senado por SP além de Marina Silva

Declaração ocorre em meio ao impasse pela segunda vaga na chapa, atualmente disputada entre Marina e Márcio França

27 abr 2026 - 22h18
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SÃO PAULO - A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou nesta segunda-feira, 27, que, na disputa pelo Senado em São Paulo, "não há plano B" para a federação PSOL-Rede além da candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede). A declaração ocorre em meio ao impasse pela segunda vaga na chapa, atualmente disputada entre Marina e o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB).

"Acreditamos que há espaço para todos na chapa. São quatro vagas. E a nossa federação está oferecendo um nome de grande peso político. O que falta, neste momento, é bater o martelo, e isso passa por uma conversa que já está sendo articulada", disse a dirigente.

A líder do PSOL participou de um jantar com empresários, organizado pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo (SP). Também compareceram a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, e o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.

Paula afirmou que todo o diálogo necessário dentro do campo político está em andamento e disse haver confiança na construção de um entendimento. Ainda assim, ela destacou que o interesse da federação é garantir uma vaga ao Senado.

Marina Silva, ex-minitra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado
Marina Silva, ex-minitra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Na composição liderada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), também busca espaço ao Senado a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), que já anunciou a pré-candidatura. França chegou a cogitar uma candidatura ao governo estadual, mas, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convencer Haddad a disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes, passou a mirar uma vaga na Casa Alta.

Nesse contexto, chegou a ser aventada a indicação de um quadro do PSB para a vice na chapa de Haddad, com menções ao próprio França. Integrantes do PT, no entanto, defendem um perfil mais ligado ao agronegócio e ao centro político. A avaliação, nos bastidores, é de que o nome ideal seria alguém com capacidade de dialogar com setores próximos ao ex-secretário e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que deixou a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) em meio a atritos com o atual governador.

"A gente não discutiu nenhum plano B. Para nós, o plano A é a candidatura de Marina Silva ao Senado. É nisso que estamos nos articulando e concentrando as conversas, queremos focar nessa missão", salientou a presidente do PSOL.

O impasse tem sido tratado com cautela por lideranças petistas. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em 9 de abril que a definição caberá a Haddad.

Estadão
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