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Política

Ciro Nogueira diz que eleição será decidida na 'margem de erro' e não vê espaço para terceira via

Presidente do PP afirmou que enquanto Lula e Jair Bolsonaro forem vivos, não haverá espaço para outros projetos

27 abr 2026 - 21h05
(atualizado às 21h06)
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O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta segunda-feira, 27, que a eleição presidencial deste ano será decidida na "margem de erro" e que, enquanto Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) estiverem vivos, não há espaço para a terceira via.

"Não existe possibilidade disso acontecer (da terceira via vencer a eleição)", disse o líder do PP. "Se você for ver, fatalmente, acho que a eleição de 2022, as pessoas voltaram para o Lula para derrotar o Bolsonaro e agora estão voltando, claro, para derrotar o Lula. É uma eleição de rejeição."

Ciro Nogueira, presidente do PP, diz acreditar que as chances hoje são maiores para Flávio Bolsonaro
Ciro Nogueira, presidente do PP, diz acreditar que as chances hoje são maiores para Flávio Bolsonaro
Foto: Pedro França/Agência Senado / Estadão

Para Ciro, a eleição "está nas mãos" de Flávio Bolsonaro, mas ele pode "jogar isso fora" se decidir falar com a "extrema direita". O senador defendeu que Flávio deve "olhar para frente" e não perder falando do Lula. Segundo ele, é isso que o eleitorado deseja, e não ficar preso em discussões como o 8 de janeiro.

"Se ele vier como candidato com a proposta de unificar o Brasil, com um discurso de que não vai perder tempo com o Lula - assim como perdemos tempo com Lula falando do Bolsonaro -, mas, sim, olhar para a frente e unir o país, então ele tem tudo para ganhar a eleição, porque fala com a maioria. É isso que as pessoas realmente querem", disse Nogueira.

"É uma eleição que vai ser definida na margem de erro. Não pode errar", completou.

Citado em conversas de Daniel Vorcaro, o senador disse acreditar que o escândalo do Banco Master não vai ser decisivo para a eleição. Na opinião dele, "é difícil jogar o escândalo Master no colo do Lula ou do Flávio".

"São situações que remetem a todo o quadro político do País", declarou. "Eu não vejo isso como decisivo para a eleição. Eu acho que o que vai ser decisivo é alguém que possa vender (um projeto com) o futuro do País, alguém que olhe para frente, que pare de governar olhando para o retrovisor e passe uma imagem de que vai unificar o Brasil."

O dirigente partidário participou de um jantar com empresários, organizado pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo (SP). Também compareceram a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, e a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi.

O dirigente partidário afirmou ainda que, de acordo com as pesquisas às quais teve acesso, o eleitorado que decide a eleição hoje representa cerca de 13%. Disse ainda que, no Brasil, desde a eleição de Fernando Henrique, aproximadamente 44% do eleitorado tende a votar mais à esquerda e 43% mais à direita.

Segundo ele, esse contingente decisivo se concentra principalmente em Minas Gerais e São Paulo, com uma parcela menor no Sul, e teria um perfil mais de centro e mais conservador. Por isso, avaliou que a eleição estaria bem encaminhada para uma vitória do centro e da direita, embora tenha admitido que há também o fator de sua própria "torcida", sem negar isso.

Estadão
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