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Mãe é condenada a 27 anos de prisão por matar recém-nascido e abandonar corpo em lixeira; saiba como aconteceu o crime

O crime foi cometido por asfixia e por motivo torpe, uma vez que a intenção da ré era evitar qualquer vínculo afetivo com o filho.

2 jun 2023 - 09h40
(atualizado às 09h43)
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O veredicto do Tribunal do Júri de Tramandaí acatou integralmente os pedidos do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e condenou, nesta sexta-feira, 2 de junho, a mãe que cometeu o infanticídio e abandonou o corpo do recém-nascido em uma lixeira. Ela recebeu uma sentença de 27 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.

Os promotores de Justiça André Luiz Tarouco Pinto e Karine Camargo Teixeira apresentaram a acusação durante o julgamento. O secretário-executivo do Grupo Especial de Atuação no Tribunal do Júri (Júri +), Fernando Sgarbossa, também esteve presente no Fórum de Tramandaí para prestar apoio institucional, assim como o vice-presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMPRS), Fernando Andrade Alves, e a promotora de Justiça Susana Cordero Spode.

O crime

A ré escondeu a gravidez do companheiro e da família usando cintas abdominais, shorts com extensão abdominal e protetores de seios. Em 11 de junho de 2017, por volta das 23h, quando entrou em trabalho de parto, ela foi ao banheiro da residência onde vivia com o companheiro e os sogros, na Zona Nova de Tramandaí, e deu à luz a um menino. Para matar o recém-nascido, ela asfixiou a criança inserindo uma bucha de papel em sua boca. Em seguida, colocou o bebê e a placenta em uma sacola plástica e os deixou no armário do banheiro. Para abafar os ruídos e possíveis choros do bebê, ela ligou o secador de cabelo e o chuveiro. Depois, limpou todo o banheiro.

O crime foi cometido por asfixia e por motivo torpe, uma vez que a intenção da ré era evitar qualquer vínculo afetivo com o filho. O promotor afirmou: "Ela cometeu o crime contra um recém-nascido, incapaz de oferecer qualquer tipo de defesa contra a agressão. Além disso, dificultou qualquer possibilidade de alguém perceber o crime ao ligar o chuveiro e o secador de cabelo, criando sons que impediram que as pessoas presentes tomassem conhecimento dos fatos e agissem em defesa do recém-nascido".

No dia seguinte, por volta das 13h30min, ela ocultou o corpo do filho, colocando a sacola com a placenta e o corpo em uma lixeira na Avenida Rubem Berta, em Tramandaí. Um catador de recicláveis acionou a Brigada Militar ao encontrar o bebê no meio do lixo.

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