Lula nomeia ministro interino da Justiça após saída de Lewandowski
Governo Federal avalia nomes para a sucessão definitiva da pasta
Com a saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o atual secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, assumiu a titularidade da pasta de forma interina. A nomeação, publicada no Diário Oficial da União, estabelece que o jurista acumulará as duas funções até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficialize o novo ministro.
Almeida Neto integrou a equipe do ministério no início de 2024. Ocupou anteriormente cargos de relevância no Poder Judiciário, tendo atuado como secretário-geral do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante esses períodos, prestou assessoria direta a Lewandowski em processos como o julgamento do mensalão.
No setor privado e municipal, o jurista exerceu a função de procurador-geral municipal e foi diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) por oito anos. Academicamente, possui doutorado e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A definição do sucessor de Lewandowski para pasta da Justiça envolve a análise de perfis técnicos e políticos. O governo busca um nome com capacidade de articulação no Congresso Nacional para pautas de segurança pública e habilidade diplomática para o contexto do ano eleitoral. Entre os nomes em análise estão:
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Wellington César Lima e Silva: Jurista e ex-ministro da Justiça em 2016. Atuou como secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil na atual gestão e possui proximidade com o núcleo do governo.
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Camilo Santana: Atual ministro da Educação e senador licenciado pelo PT. Sua posição política e a ausência de candidatura nas próximas eleições são fatores considerados na avaliação.
O presidente da República avalia as opções para manter a continuidade das políticas de segurança e a estabilidade institucional do Ministério da Justiça. Anteriormente, o nome de Almeida Neto chegou a ser citado para a vaga de Lewandowski no STF, cargo posteriormente ocupado por Flávio Dino. O acúmulo temporário de cargos pelo secretário-executivo garante o funcionamento administrativo do ministério durante o período de transição política.