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Ladrões mascarados roubam vinhos no valor de R$ 28 milhões na Itália

9 out 2026 - 16h52
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Resumo
Sete ladrões mascarados invadiram um armazém da tradicional vinícola Marchesi Antinori, na Toscana, e roubaram 30 mil garrafas de vinhos de luxo avaliadas em cerca de R$ 28 milhões. Considerada a maior ação do tipo já registrada na Itália, a operação mirou rótulos cobiçados como Solaia e Tignanello preparados para exportação. O grupo desativou alarmes e fugiu em duas vans, levando a empresa a alertar o mercado global contra possíveis vendas ilegais enquanto a polícia investiga o caso.

Ladrões roubaram 30 mil garrafas da renomada Marchesi Antinori, maior vinícola familiar italiana. Ação ocorreu em armazém na Toscana onde mercadorias de alto valor haviam sido estocadas para exportação.Ladrões na Toscana roubaram 30 mil garrafas de vinho, avaliadas em cerca de 5 milhões de euros (R$ 28 milhões), da renomada Marchesi Antinori, a maior vinícola familiar italiana, informou a empresa nesta sexta-feira (09/10).

"Até onde sabemos, nunca houve um roubo tão grande na Itália", disse à agência de notícias AFP um representante da empresa, que pediu para não ser identificado.

A vinícola informou que os ladrões levaram entre 8 mil e 10 mil garrafas de Solaia, um dos rótulos mais cobiçados da Itália, além de Tignanello e Guado al Tasso. Os vinhos são vendidos no varejo a partir de 150 euros, mas algumas das safras mais raras podem alcançar milhares de euros por garrafa.

"Estão entre os nossos rótulos mais icônicos e são, certamente, também muito apreciados por colecionadores", afirmou o representante da empresa.

O roubo ocorreu no fim de semana passado em um armazém no centro da Itália, onde os vinhos de alto valor haviam sido preparados para exportação. "É o nosso maior armazém, para onde todas as garrafas vão antes de serem despachadas", disse o representante.

O roubo é o mais recente de uma série ocorrida na Itália.

Embora tais crimes tenham envolvido tradicionalmente quantidades menores ou poucas garrafas de alto valor - subtraídas de restaurantes, adegas particulares ou durante a distribuição -, casos recentes têm envolvido grandes estoques armazenados nas próprias vinícolas.

No mês passado, 3 mil garrafas de Barolo foram roubadas na região do Piemonte, no norte do país. Estima-se que o valor total dos vinhos chegasse a algumas centenas de milhares de euros. "Outras vinícolas já haviam sido alvo de roubos, mas a nossa não", disse o representante.

Homens mascarados

A Antinori, sediada em Florença, informou que imagens de câmeras de segurança mostraram sete homens mascarados entrando em seu depósito em Cortona no último fim de semana e desativando os sistemas de alarme antes de carregar milhares de caixas dos vinhos tintos toscanos em duas vans.

A vinícola afirmou que o momento e a execução do roubo - descoberto na manhã de segunda-feira, quando a equipe chegou ao armazém, e que agora está sendo investigado pela polícia italiana - sugerem o envolvimento de um grupo altamente organizado.

A operação foi facilitada pelo fato de que os vinhos haviam sido preparados para envio a distribuidores estrangeiros, permitindo que os ladrões retirassem rapidamente uma grande quantidade de garrafas de alto valor, disse um representante da Antinori à agência de notícias Reuters.

A Antinori, cuja história remonta a 1385 e que atualmente exporta para 170 países, alertou clientes em todo o mundo para que fiquem atentos a ofertas fora dos canais oficiais de venda após o roubo ocorrido no último fim de semana. A empresa espera conseguir recuperar os vinhos levados.

md/ra (AFP, Reuters)

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