Justiça nega cela isolada a Igor Cabral, preso por agredir namorada
Justiça do Rio Grande do Norte nega cela individual para Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador que espancou namorada em elevador
A defesa de Igor Eduardo Pereira Cabral teve seu pedido negado pela Justiça do Rio Grande do Norte. O ex-jogador de basquete, que agrediu a namorada com mais de 60 socos em um elevador, não terá uma cela isolada.
Conforme a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) do Rio Grande do Norte, as celas individuais são destinadas a sanções disciplinares, reservadas para detentos que cometem infrações dentro do sistema prisional.
A prisão em flagrante do ex-jogador ocorreu em Natal. O porteiro do edifício testemunhou as agressões pelas câmeras de segurança e prontamente acionou a polícia. Após passar por audiência de custódia, a prisão preventiva de Igor Eduardo Pereira Cabral foi decretada.
O que Igor Cabral disse?
Em depoimento à polícia, o agressor alegou ter sofrido um "surto claustrofóbico" no momento da violência. Ele falou que sofre de claustrofobia e que a agressão foi desencadeada por uma briga com Juliana, que, segundo ele, não abriu o portão e a porta de casa.
A declaração de Igor dividiu opiniões e causou revolta na internet: "Agora o pessoal quer justificar tudo com problemas psicológicos. Não há justificativa!", disse uma internauta. "Que horror! Lamentável, que seja preso", afirmou outra pessoa.
O vídeo mostra a vítima e o agressor discutindo antes da porta do elevador se fechar, momento em que Igor parte para cima dela e começa a desferir violentos socos. Ao todo, ele golpeou a vítima mais de 60 vezes.
Declaração da vítima
Após ser espancada com 60 socos em seu rosto, a vítima da agressão fez uma revelação. Juliana Garcia dos Santos contou que o plano de Igor era matá-la.
A declaração do desejo do ex-namorado estava escrito em um papel após a agressão, pois a mulher não conseguia falar, já que teve seu maxilar quebrado. No bilhete, a vítima revelou que permaneceu no elevador porque sabia que seria agredida pelo homem. "Eu sabia que ele ia me bater. Então, não sai do elevador. Ele começou a me bater e disse que ia me matar", escreveu.