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Justiça determina soltura de homem que roubou arma de policial baleado no pescoço

Ao negar o pedido de prisão preventiva, a Justiça levou em conta o fato do homem ser réu primário e ter bons antecedentes.

9 set 2025 - 17h52
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A Justiça de São Paulo determinou a soltura de Gabriel Vieira dos Santos, suspeito de roubar a arma do cabo da Polícia Militar (PM) Johannes Santana, atingido com um tiro no pescoço durante uma abordagem em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, no dia 7 de agosto.

Homem que a Justiça mandou soltar e momento do crime.
Homem que a Justiça mandou soltar e momento do crime.
Foto: Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura / Portal de Prefeitura

A decisão foi assinada pela juíza Juliana Dias Almeida de Filippo na última sexta-feira, 5 de setembro. Ao negar o pedido de prisão preventiva, a magistrada levou em conta o fato de Gabriel ser réu primário e ter bons antecedentes.

"Não se verifica, a princípio, qualquer comportamento do corréu Gabriel que justificasse a medida extrema da segregação cautelar", escreveu a juíza.

Para ela, medidas cautelares alternativas são suficientes.

Mesmo em liberdade, o suspeito terá de cumprir duas determinações: comparecer bimestralmente em juízo para justificar suas atividades e não se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial. Caso descumpra as regras, poderá ter a prisão preventiva decretada.

Gabriel foi preso pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) dois dias após o crime. Com ele, os policiais encontraram a pistola usada pelo PM no momento do disparo e uma lanterna.

No mesmo despacho, a juíza decretou a prisão preventiva de Kauan Alison Alves dos Santos, identificado como autor do disparo. A magistrada destacou que existem provas da materialidade e indícios da autoria, além da possibilidade de uma pena superior a quatro anos de reclusão.

Câmeras corporais da PM registraram a ação. Nas imagens, o cabo Santana, em uma motocicleta, persegue o suspeito até uma viela da favela. Durante a abordagem, moradores se aproximam, questionam a atitude do policial e pedem que ele abaixe a arma.

O homem resiste e, no tumulto, chega a ser puxado por uma testemunha. Em seguida, entra em luta corporal com o PM, toma a arma e efetua um disparo à queima-roupa contra o pescoço do policial, que cai no chão.

Mesmo ferido, Santana aciona o Copom pedindo reforço. Nas gravações, ele repete diversas vezes que foi baleado e que teve a arma roubada. Em meio à confusão, chega a perguntar aos moradores se havia sido atingido por uma pedra ou por um tiro.

Portal de Prefeitura
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