Irã e EUA voltam a se atacar por controle do Estreito de Ormuz
Com prazo de 60 dias para negociações já pela metade, nova série de ataques mina ainda mais esforços diplomáticos pelo fim da guerra.Tanto os Estados Unidos quanto o Irã afirmaram nesta segunda-feira (13/07) ter o controle sobre o Estreito de Ormuz, após um fim de semana de ataques com mísseis e drones de ambos os lados que se estenderam pelo Oriente Médio e ameaçam ainda mais os esforços diplomáticos para encerrar a guerra.
Os ataques foram os mais recentes de uma série de ofensivas e contraofensivas, à medida que o Irã busca afirmar seu controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz.
O regime em Teerã mirou instalações americanas em países da região do Golfo Pérsico e declarou ter fechado novamente o estratégico estreito, o que impulsionou a alta dos preços do petróleo.
Irã atacou navio no estreito
A Guarda Revolucionária do Irã comunicou, nesta segunda-feira, que atacou instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, destruiu sistemas de radar em Omã e atingiu tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em resposta a uma nova onda de ataques americanos.
Já os EUA comunicaram que atingiram sistemas iranianos de defesa aérea, instalações de radar costeiro, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações, utilizando aeronaves, navios e drones durante operações realizadas no domingo.
A nova ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã foi iniciada neste domingo com o objetivo de "continuar minando" a capacidade iraniana de atacar navios comerciais que transitam pelo estreito de Ormuz, comunicou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom).
A nova série de ataques foi desencadeada com Irã atingindo um navio porta-contêineres no estreito ao largo da costa de Omã no domingo. Segundo o Centcom, o ataque do Irã ao navio com bandeira do Chipre provocou um incêndio na embarcação e danos na sala de máquinas, forçando a interrupção da viagem. Um membro da tripulação está desaparecido.
Ormuz é a questão central
O Irã tenta estabelecer um sistema permanente de cobrança de taxas no estreito por onde, antes da guerra, passava um quinto das remessas mundiais de petróleo e gás natural liquefeito, e alertou as empresas de navegação a não navegarem sem a sua autorização.
Essa estreita via navegável continua sendo a questão central nas negociações para uma paz permanente.
Irã e EUA estão quase na metade do período de 60 dias determinado num acordo provisório que prevê conversações para um fim permanente da guerra. Em vez disso, os ataques entre os dois lados recomeçaram.
Na semana passada, Trump declarou encerrado o acordo de cessar-fogo, em vigor entre os dois países, após a retomada dos bombardeios no Oriente Médio.
EUA e Irã assinaram, em 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.
as (Reuters, AP, Efe)
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