Irã afirma que quatro petroleiros foram destruídos após atingir minas no Estreito de Ormuz
O Irã informou que quatro petroleiros foram destruídos por minas e outros dois acabaram interceptados no Estreito de Ormuz por usarem rotas não autorizadas, além de ter abatido um drone. O incidente ocorre após novos ataques dos EUA contra Teerã, em meio a um impasse militar e diplomático iniciado em fevereiro. Enquanto o parlamento iraniano afirma estar pronto para o combate, o presidente Masoud Pezeshkian defende o diálogo para solucionar a crise na estratégica via marítima de petróleo e gás.
Segundo Teerã, embarcações usavam uma rota não autorizada na estratégica via marítima. Episódio ocorre após novos ataques americanos e em meio ao impasse entre Irã e EUA.Quatro navios petroleiros pegaram fogo após atingir minas ao tentar atravessar o Estreito de Ormuz, informou nesta quarta-feira (04/11) o Irã.
A emissora iraniana Press TV citou a Guarda Revolucionária do Irã afirmando que as embarcações tentavam utilizar uma rota na estratégica via marítima que não havia sido autorizada por Teerã. A nacionalidade das embarcações atingidas não foi divulgada até o momento.
"Quatro petroleiros que não cumpriam as regras e tentavam atravessar a passagem proibida ao sul do Estreito de Ormuz foram destruídos após atingir minas navais e continuam em chamas", afirmou a força militar em comunicado divulgado pela televisão estatal. "Outras duas embarcações que também não cumpriam as regras foram interceptadas."
A Guarda Revolucionária informou ainda ter abatido um drone sobre o estreito.
O episódio ocorreu após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos haviam realizado ataques contra a República Islâmica, na sequência de relatos sobre uma incursão militar em Qeshm, a maior ilha situada no estreito.
Impasse sobre rota marítima
Teerã reivindica controle sobre Ormuz, uma das mais importantes rotas de petróleo e gás do mundo, e exige que os navios sigam um caminho designado ao longo de sua costa para atravessar o estreito. O regime tem atacado embarcações que tentam atravessar a via sem autorização desde o início da guerra.
O conflito, desencadeado por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, encontra-se em um impasse há meses.
Os contatos indiretos entre EUA e Irã, conduzidos por mediadores, continuam sem sinais concretos de avanço diplomático. O governo iraniano afirma estar disposto a reabrir o estreito, mas apenas se Washington concordar com uma lista de exigências.
O principal negociador iraniano nas conversações com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, declarou que a República Islâmica está "pronta para o combate, com o dedo no gatilho".
O presidente Masoud Pezeshkian insiste que seu governo busca resolver a crise "por meio do diálogo". "Ninguém se beneficiará desta guerra" caso os combates sejam retomados, afirmou Pezeshkian na terça-feira (03/11).
sf/cn (dpa, AFP)
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