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Inundação repentina no Nepal deixa mais de 90 mortos e centenas desaparecidos

Segundo testemunhas, o deslizamento soterrou comunidades inteiras e destruiu casas na fronteira do Himalaia entre o Nepal e o Tibete, na China

26 ago 2026 - 11h01
(atualizado às 11h13)
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Resumo
Uma inundação repentina na fronteira entre o Nepal e o Tibete deixou 95 mortos e cerca de 384 desaparecidos, destruindo comunidades, estradas e pontes. Especialistas suspeitam que o desastre no rio Lhende Khola foi desencadeado por uma avalanche de gelo e rochas, possivelmente ligada a um terremoto de magnitude 4,4. Enquanto operações de resgate internacionais buscam sobreviventes em áreas isoladas, as autoridades permanecem em alerta máximo diante do risco iminente de novas inundações.

Uma inundação repentina deixou 95 mortos e cerca de 384 pessoas desaparecidas nesta quarta-feira (26) na região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, na China. O desastre atingiu comunidades próximas ao rio Lhende Khola e também provocou destruição no lado chinês da fronteira.

Segundo testemunhas, o deslizamento soterrou comunidades inteiras e destruiu casas na fronteira do Himalaia entre o Nepal e o Tibete
Segundo testemunhas, o deslizamento soterrou comunidades inteiras e destruiu casas na fronteira do Himalaia entre o Nepal e o Tibete
Foto: Reprodução/X / Perfil Brasil

Vídeos registraram o momento em que casas, veículos, estradas e pontes foram atingidos pela força da água. Em Gyirong, no Tibete, um deslizamento de terra afetou uma importante passagem entre os dois territórios, interrompendo vias de acesso, comunicações e o fornecimento de energia.

O que provocou a inundação no Nepal?

A causa exata ainda não foi determinada. Um terremoto de magnitude 4,4 aconteceu na região cerca de sete minutos antes das imagens de uma câmera de segurança que mostraram pessoas deixando o local às pressas.

Para à Reuters, Qianggong Zhang, especialista em riscos climáticos e ambientais do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas, apontou que uma avalanche de gelo e rochas no rio Lhende Khola teria desencadeado a inundação. As autoridades, contudo, ainda não confirmaram a relação com o terremoto.

Centenas continuam desaparecidos

Ao menos 384 viajantes estão desaparecidos. Entre eles estão cidadãos da Índia, Nepal, Estados Unidos, Reino Unido, Malásia, África do Sul, Austrália e Holanda. Oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica também estão entre os desaparecidos.

O número de vítimas pode aumentar. Até o momento, o número de mortos chegou a 95. As equipes, no entanto, continuam procurando vítimas e sobreviventes. Testemunhas disseram à Reuters que a água cobriu comunidades inteiras.

Autoridades temem nova inundação

O risco continua porque um bloqueio ainda interrompe o curso superior do rio Lhende Khola. Zhang explicou ainda que o bloqueio pode provocar uma nova inundação caso se rompa ou se desloque. A possibilidade mantém moradores de áreas próximas aos rios em alerta e dificulta o trabalho das equipes de emergência.

Helicópteros de resgate não conseguiram pousar em algumas das regiões mais afetadas, incluindo Syapru Besi e Timure, no distrito montanhoso de Rasuwa. Policiais e militares procuram sobreviventes, enquanto as autoridades transferem moradores de áreas baixas para locais mais seguros.

A China mobilizou pelo menos 574 socorristas para atuar em Gyirong. Índia e Coreia do Sul também anunciaram apoio às operações de resgate e assistência.

Perfil Brasil
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