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Inteligência de dados redefine estratégias empresariais

Especialista e escritor Daniel Santanna explica como o BI e a inteligência artificial têm ajudado a transformar decisões em vantagem competitiva para organizações de diferentes portes

18 mai 2026 - 12h51
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A crescente complexidade econômica e a digitalização dos negócios estão pressionando empresas de todos os tamanhos a reverem seus processos de decisão. Se antes a experiência acumulada e a intuição dos gestores eram suficientes para orientar estratégias, hoje a competitividade exige que decisões sejam fundamentadas em evidências.

Foto: Imagem gerada por IA/Gemini / DINO

Nesse contexto, o Business Intelligence (BI), a análise de dados e a inteligência artificial deixaram de ser diferenciais tecnológicos para se tornarem elementos centrais de sobrevivência empresarial. Segundo um levantamento do McKinsey Global Institute, empresas orientadas por dados registram produtividade entre 5% e 6% superior e lucratividade até 6% acima de concorrentes que não adotam esse modelo.

Para Daniel Santanna, economista, escritor e especialista em BI e inteligência artificial (IA), essa diferença reflete uma mudança estrutural na lógica decisória das organizações. "O Business Intelligence não pode ser reduzido a uma solução tecnológica ou a uma iniciativa operacional. Ele representa uma mudança de paradigma: a transição de decisões baseadas em percepção para decisões baseadas em evidência", afirma.

Embora o BI seja definido como um conjunto de metodologias, processos e tecnologias voltadas à conversão de dados em informação estratégica, o especialista destaca que ele permite às organizações compreender três dimensões da realidade econômica: o que está acontecendo, por que está acontecendo e o que tende a ocorrer em seguida. "Essa capacidade de leitura dinâmica do ambiente é o que diferencia empresas que antecipam movimentos de mercado daquelas que apenas reagem a eles", conta.

Santanna ressalta ainda que a inteligência de dados não deve ser vista como complemento à estratégia organizacional, mas como sua base. "Inteligência analítica não é um projeto. É uma competência organizacional. Quando ela não está integrada à tomada de decisão no nível estratégico, seu impacto é inevitavelmente limitado", observa.

Desafios na adoção

Apesar da expansão do BI, muitas organizações ainda não conseguem extrair valor integral dessas iniciativas. Um levantamento publicado pela Dataversity aponta que 60% dos projetos de BI não entregam o retorno esperado. Entre os fatores centrais estão falhas na qualidade dos dados, baixa cultura analítica e ausência de governança.

Diante desse quadro, o especialista identifica três falhas recorrentes nesse processo. A primeira é a confusão entre informação e inteligência: relatórios descrevem o passado, enquanto a inteligência analítica permite antecipar o futuro. A segunda é a priorização da tecnologia em detrimento da qualidade dos dados. "Sistemas sofisticados alimentados por dados inconsistentes produzem análises imprecisas com aparência de rigor metodológico", acrescenta.

A terceira é a fragmentação da inteligência dentro das estruturas organizacionais. Quando o BI se restringe a uma área específica, perde capacidade de influenciar decisões estratégicas em escala.

Integração com inteligência artificial

A etapa mais recente e de maior impacto no campo é a integração entre Business Intelligence e inteligência artificial. Segundo o estudo 

Sizing the Prize, da PwC

, a IA tem potencial de adicionar até US$ 15,7 trilhões à economia global até 2030, sendo US$ 6,6 trilhões provenientes de ganhos de produtividade por meio de automação e aprimoramento de processos analíticos.

Já o relatório AI Jobs Barometer, também da PwC, aponta que indústrias mais expostas à inteligência artificial registram crescimento três vezes maior na receita por trabalhador em comparação às menos expostas. Além disso, os salários em setores mais expostos à IA avançam duas vezes mais rápido do que em áreas menos impactadas.

O estudo indica que profissionais com habilidades específicas em inteligência artificial recebem, em média, 56% de prêmio salarial em relação a colegas na mesma função sem essas competências. "Esse avanço também se manifesta na democratização do acesso analítico. Organizações de médio porte passam a dispor de ferramentas antes restritas a grandes corporações, alterando a dinâmica competitiva em diferentes setores", salienta Santanna.

A crescente demanda por modelos baseados em dados deve impulsionar o crescimento do mercado. Levantamento da Grand View Research estima que o setor de software de BI deve alcançar US$ 81,4 bilhões até 2033, consolidando a inteligência analítica como infraestrutura decisória nas organizações contemporâneas.

"Persistir em decisões baseadas predominantemente em intuição, no contexto atual, não é apenas uma limitação; é uma desconexão com a realidade econômica orientada por dados", conclui Daniel Santanna.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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