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Setor de transportes na Itália faz greve em apoio à Flotilha de Gaza

Paralisação parcial questionou 'bilhões em gastos militares'

18 mai 2026 - 13h05
(atualizado às 13h26)
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O serviço de transportes na Itália foi paralisado parcialmente nesta segunda-feira (18) devido à greve nacional de 24 horas anunciada pela União dos Sindicatos de Base (USB), afetando diversas cidades do país.

Manifestantes em Nápoles pedem para 'baixar armas" e 'aumentar salários'
Manifestantes em Nápoles pedem para 'baixar armas" e 'aumentar salários'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A manifestação foi convocada em apoio à Flotilha Global Sumud e "contra a guerra, o genocídio, o alto custo de vida e a exploração".

Na Estação Central de Milão e em Porta Garibaldi, também na capital lombarda, diversas viagens ferroviárias foram canceladas pela manhã ou sofreram atrasos. A interrupção na cidade atingiu trens das empresas Trenitalia, Italo e Trenord.

Em Roma, a greve fechou por completo a linha C do metrô por algumas horas, ao mesmo tempo que as operações nas linhas A e B foram reduzidas.

Situação similar ocorreu em Nápoles, com a paralisação da linha 1 do metrô.

Já em Veneza, mais da metade das embarcações da Actv que navegam entre o continente e o arquipélago tiveram seus serviços interrompidos.

Às 12h locais (7h de Brasília) 60% do setor marítimo participava da greve, que paralisou 46,3% dos ônibus pela manhã.

Os participantes do protesto também realizaram caminhadas nas capitais citadas, além de Bolonha e Perugia, em apoio ao trabalho humanitário da Flotilha Global Sumud na Faixa de Gaza.

"Entrar em greve significa defender a segurança dos ativistas a bordo dos navios [da Flotilha] e também rejeitar um modelo econômico e político que investe bilhões em gastos militares enquanto desmantela salários, direitos sociais, saúde, escolas e serviços públicos", diz uma nota distribuída em Perugia em meio à manifestação na cidade umbra, que reuniu trabalhadores e estudantes.

"Enquanto bilhões são gastos em armas, os serviços estão morrendo", conclui o texto.

No entanto, segundo a Codacons, associação italiana dedicada aos direitos do consumidor, a paralisação nacional convocada pela USB nesta segunda "não atingiu os resultados esperados", devido à baixa adesão.

"O transtorno para os usuários foi muito limitado e, em algumas áreas do país, a greve sequer foi percebida pelos cidadãos", afirmou a Codacons em comunicado. 

Ansa - Brasil
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