Em seus projetos você cita o esporte como melhoria para o desenvolvimento social, econômico, humano e social. Você acredita que o esporte seja a solução para todos os problemas do País?
Todos não. Nós temos sempre a matricialidade dos projetos. O esporte na saúde, por exemplo, tem pesquisas que dizem que de cada um dólar investido no esporte, nove são poupados na saúde. A criança tem que ter uma vida esportiva desde os seis anos de idade. Não que ela vá se tornar uma campeã, ninguém está querendo formar campeões, mas cidadãos. Na questão da educação, as escolas precisam de quadras poliesportivas, de espaços de lazer, porque as crianças têm uma energia fantástica. Se você dá rumo para essa criança através do esporte, da educação dentro da escola, ela não vai ter tempo para se envolver com drogas, com assaltos. Ou ela está estudando, treinando, ou tendo o lazer dela. Não que o esporte seja a solução para o Planeta, mas é o modo mais barato de fazer inserção social no País. Uma bola custa R$ 20, você junta 10 crianças. Quando é que você consegue juntar, com esse valor, crianças numa sala de aula, por exemplo? Você consegue juntar se elas tiverem interesse mesmo no estudo, mas você sabe que não é assim. Para as crianças que praticam esportes e estudam, há aquele velho projeto que até hoje nós utilizamos: se você está na equipe, tem que ter nota azul, se você está com nota vermelha, fica no banco e não vai jogar. O esporte induz a criança a estudar, a se preparar.