Influenciadora em liberdade provisória é executada: entenda a morte de Evelyn Lima Dantas
A influenciadora digital foi morta a tiros em Mãe do Rio semanas após sair da prisão por suspeita de envolvimento no homicídio de um sargento da PM
A influenciadora Evelyn Lima Dantas foi executada a tiros na madrugada desta quarta-feira em Mãe do Rio, após ter sua casa invadida por dois homens que a arrastaram para a rua. Antes de fugir, a dupla pichou a sigla da facção TCP no imóvel. A vítima estava em liberdade provisória, após ser presa preventivamente por suspeita de envolvimento no assassinato de um sargento reformado em julho deste ano. A Polícia Civil investiga se há relação entre as mortes e busca identificar os autores do crime.
A madrugada desta quarta-feira foi marcada pela violência no nordeste do estado. A morte de Evelyn Lima Dantas, ocorrida por volta das 3h30 no bairro São Francisco, mobilizou as forças de segurança de Mãe do Rio. A jovem influenciadora digital acabou sendo alvejada por diversos disparos de arma de fogo logo após ter a residência invadida por dois homens desconhecidos.
Conforme as informações registradas pelas autoridades municipais, a dupla rendeu a vítima dentro do imóvel e a arrastou até o lado de fora para executar o crime.
A movimentação atípica no local assustou os moradores que residem próximo a uma Unidade Básica de Saúde da região. Logo após escutarem o barulho de múltiplos tiros na rua Bernardo Ferreira de Oliveira, populares acionaram a Polícia Militar, que enviou uma guarnição para apurar o chamado às 3h57. Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes encontraram o corpo da mulher estendido na calçada e coberto por um lençol.
Antes da fuga, os criminosos picharam, na frente do imóvel, a sigla "TCP" (Terceiro Comando Puro, uma facção criminosa do Rio de Janeiro).
Desdobramentos da morte de Evelyn Lima Dantas
O caso ganha contornos complexos devido ao histórico recente da influenciadora. A vítima havia deixado o sistema penitenciário há poucos dias e cumpria liberdade provisória. A sua prisão preventiva ocorreu devido às investigações sobre a morte do sargento da reserva Antônio Anildo Alves, militar reformado que foi assassinado no mesmo município no dia 29 de julho deste ano.
Por conta desse panorama, os investigadores analisam se o crime recente possui ligação direta com o homicídio do agente público.
Antes de empreenderem fuga do local do homicídio, os executores picharam a sigla de uma organização criminosa na fachada do imóvel da família. Atualmente, a Polícia Civil conduz os procedimentos investigativos e realiza buscas intensas em toda a região para identificar a autoria do ataque e localizar os dois suspeitos envolvidos na ação.
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