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Indulto de Natal terá "nomes surpreendentes", diz Bolsonaro

Presidente repetiu que pretende beneficiar policiais condenados por 'pressão da mídia'; benefício é oferecido a presos condenados por crimes não violentos

30 ago 2019
13h17
atualizado às 14h02
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira, 30, que o próximo indulto de Natal terá "nomes surpreendentes". Ele voltou a dizer que pretende beneficiar policiais condenados por "pressão da mídia", mas não quis citar exemplos.

Foto: Mateus Bonomi/Agif / Estadão

"Tem muito policial no Brasil, civil e militar, que foi condenado por pressão da mídia. E esse pessoal no final do ano, se Deus me permitir e eu estando vivo, vai ser indultado. Nomes surpreendentes, inclusive. Pessoas que honraram a farda, defenderam a vida de terceiros e foram condenados por pressão da mídia", afirmou em conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada, pela manhã . "A caneta Compactor, não é mais BIC, vai funcionar", disse.

Na quinta, em transmissão nas redes socais, Bolsonaro afirmou que o próximo indulto de Natal deve beneficiar "colegas policiais que estão presos injustamente" e que espera que o "pessoal" o abasteça com sugestões de nomes.

O indulto é concedido por decreto presidencial para perdoar presos condenados a determinados crimes não violentos. Em 2018, o ex-presidente Michel Temer desistiu de editar o decreto, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) não havia julgado ainda a validade do que havia sido assinado no ano anterior e que reduzia as restrições para incluir condenados por corrupção entre os beneficiados. Em maio deste ano, o Supremo declarou constitucionalidade do indulto de Temer.

Em novembro do ano passado, um mês após a eleição, o presidente afirmou que, caso houvesse indulto naquele ano, seria o último. "Garanto a vocês, se houver indulto para criminosos neste ano, certamente será o último", relatou Bolsonaro.

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Estadão
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