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Homem morre dentro de casa e cães passam dois dias ao lado de corpo

TRISTEZA! Um homem de 55 foi encontrado morto dentro de casa no Rio, e seus cães ficaram ao lado do corpo por dois dias

30 ago 2025 - 13h54
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O corpo de Jaci Bandeira de Almeida, de 55 anos, foi encontrado em sua residência na comunidade da Palmeirinha, em Guadalupe, Zona Norte do Rio. O homem teria sofrido um ataque cardíaco na quarta-feira (27) e só foi localizado dois dias depois. Durante todo esse tempo, sete cães que ele criava permaneceram ao lado dele até o resgate realizado na manhã de sexta-feira (29).

Homem morre dentro de casa no Rio, e cães passam dois dias ao lado de corpo / unsplash
Homem morre dentro de casa no Rio, e cães passam dois dias ao lado de corpo / unsplash
Foto: Contigo

De acordo com informações iniciais, o corpo já apresentava avançado estado de decomposição, em meio a grande quantidade de lixo acumulado. O local foi descrito como insalubre, com sinais de acúmulo compulsivo. A situação comoveu equipes da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, acionadas pelo vereador Luiz Ramos Filho. Ele relatou: "Encontramos uma situação muito triste. Foi difícil segurar as lágrimas. Resgatamos os sete cães do falecido. Aparentemente, ele tratava bem os animais".

Resgate em meio à violência

Ainda segundo o parlamentar, vizinhos relataram que Jaci utilizava o dinheiro obtido com pequenos trabalhos para sustentar os cães, comprando ração e medicamentos. Os animais foram encaminhados à Fazenda Modelo e aguardam adoção. Em apelo, Ramos destacou: "Eu peço que as pessoas nos ajudem a arrumar um lar para esses bichinhos". O trabalho, porém, foi dificultado pela violência na região. Desde o início da semana, a comunidade enfrenta confrontos entre policiais e criminosos, o que gerou temor durante o atendimento. O vereador afirmou que órgãos do governo estadual se recusaram a retirar o corpo devido ao risco.

O atestado de óbito acabou sendo emitido por profissionais da Clínica da Família. Somente após registro de ocorrência, o Instituto Médico Legal removeu o corpo na tarde de sexta-feira. Em desabafo, Luiz Ramos Filho disse: "Foi a situação mais triste que já vi. O corpo de um ser humano abandonado no meio do lixo. O rabecão não queria entrar, as pessoas estavam com medo por causa da violência. Só conseguimos a remoção no meio da tarde, dois dias depois do falecimento". O caso expôs não apenas a vulnerabilidade social do morador, mas também os obstáculos impostos pela insegurança na região.

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