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HoLEP pode reduzir sangramento e necessidade de reoperação

Técnica a laser para próstata aumentada apresenta diferenças em relação à RTU, como menor tempo de sonda e internação; experiência da equipe também influencia os resultados.

22 set 2026 - 12h50
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Resumo
O HoLEP, cirurgia a laser para hiperplasia prostática benigna, destaca-se como alternativa à tradicional RTU. O método remove o tecido obstrutivo de forma ampla, reduz sangramentos, diminui o tempo de internação e o uso de sonda, além de apresentar menor necessidade de reoperação e atender próstatas de vários tamanhos. Por ser um procedimento tecnicamente complexo, a experiência do cirurgião é determinante para o sucesso dos resultados e para minimizar complicações pós-operatórias temporárias.

A hiperplasia prostática benigna (HPB) provoca o crescimento não canceroso da próstata e pode comprimir a uretra, dificultando a passagem da urina. Jato fraco, demora para começar a urinar, sensação de esvaziamento incompleto e necessidade de levantar várias vezes durante a noite estão entre os sintomas possíveis.

Foto: freepik / DINO

Quando os sintomas são importantes ou não melhoram adequadamente com medicamentos, ou quando surgem complicações como retenção urinária, infecções recorrentes, cálculos na bexiga ou prejuízo à função renal, pode haver indicação de tratamento cirúrgico.

A ressecção transuretral da próstata, conhecida como RTU ou "raspagem", é uma técnica tradicional e consolidada. Outra possibilidade é o HoLEP, procedimento realizado pelo canal da uretra que utiliza um laser de hólmio para separar e remover o tecido prostático responsável pela obstrução.

"A diferença não está apenas na fonte de energia. Enquanto a RTU remove o tecido em fragmentos, o HoLEP separa o adenoma da cápsula da próstata, permitindo uma remoção mais ampla do tecido obstrutivo", explica o Dr. Rafael Haddad Astolfi, urologista, CRM-SP 157.364 e RQE 80.779.

HoLEP permite recuperação mais rápida que a RTU

O especialista explica que uma das principais vantagens do HoLEP está na recuperação após a cirurgia. Estudos que compararam a técnica à RTU mostram menor sangramento e necessidade de transfusão, além de períodos mais curtos de uso de sonda e de internação hospitalar.

A técnica de enucleação, associada à capacidade do laser de coagular os vasos durante o procedimento, contribui para reduzir o sangramento. Essas características ajudam a explicar as diferenças observadas no período inicial de recuperação.

Apesar dessas diferenças, tanto o HoLEP quanto a RTU apresentam bons resultados no alívio dos sintomas urinários. O HoLEP combina resultados funcionais semelhantes aos da RTU com vantagens importantes no período pós-operatório.

HoLEP apresenta baixa necessidade de nova cirurgia

Outra vantagem do HoLEP é a durabilidade dos resultados. A técnica permite remover de forma mais completa o adenoma responsável pela obstrução, o que está associado a uma baixa necessidade de novos procedimentos ao longo dos anos.

A Cleveland Clinic aponta entre as vantagens do HoLEP a possibilidade de tratar próstatas de diferentes tamanhos, o menor risco de sangramento e a menor probabilidade de precisar de uma nova intervenção. A técnica pode ser utilizada inclusive em próstatas de grande volume, nas quais outras opções endoscópicas podem apresentar limitações.

A escolha do procedimento, entretanto, deve considerar o tamanho e a anatomia da próstata, os sintomas, as condições clínicas e as características de cada paciente.

"Na escolha da cirurgia, devemos considerar não apenas a recuperação, mas também a durabilidade do tratamento e a possibilidade de uma nova intervenção no futuro", afirma o especialista.

Experiência do cirurgião influencia os resultados do HoLEP

O médico frisa que o HoLEP é uma cirurgia tecnicamente exigente e possui uma longa curva de aprendizado. A experiência do cirurgião pode influenciar aspectos do procedimento e da recuperação, incluindo o risco de incontinência urinária transitória, que geralmente melhora ao longo do período pós-operatório.

Um estudo publicado no International Neurourology Journal analisou fatores relacionados à incontinência após o HoLEP durante a curva de aprendizado. Os resultados mostraram a importância da experiência e do treinamento supervisionado, além de características do próprio paciente relacionadas a esse risco.

A relação entre experiência e resultados também foi avaliada em um estudo com mais de mil procedimentos, que encontrou melhora no tempo cirúrgico, no tempo de enucleação e nos resultados relacionados à continência à medida que aumentava a experiência do cirurgião.

"O HoLEP é uma cirurgia tecnicamente complexa e com uma longa curva de aprendizado. A experiência do cirurgião é fundamental para obter bons resultados e reduzir o risco de complicações", explica o Dr. Rafael.

A escolha entre HoLEP e RTU deve considerar o tamanho e a anatomia da próstata, os sintomas, as condições clínicas e as prioridades de cada paciente, além da experiência da equipe com o procedimento.

Website: https://www.instagram.com/dr.rafaelastolfi_urologia/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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