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Habib's entra em recuperação judicial

O grupo controlador da marca declara um passivo de R$ 265,2 milhões e a medida abrange 178 CNPJs, incluindo dez franqueadoras e holdings, 17 sociedades operacionais, seis churrascarias Tendall Grill, 119 unidades do Habib's e 26 do Ragazzo

26 ago 2026 - 20h32
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Resumo
A Justiça de SP aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Gennius, dono do Habib's, Ragazzo e Tendall Grill, com dívidas de R$ 265,2 milhões distribuídas em 178 CNPJs. O conglomerado atribuiu a crise ao cenário macroeconômico e aos juros altos, buscando a unificação dos passivos para viabilizar a reestruturação e garantir a sustentabilidade a longo prazo. O grupo informou que todas as unidades continuam operando normalmente, sem afetar o atendimento aos clientes.

A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Gennius — controlador das marcas Habib's, Ragazzo e Tendall Grill. A decisão foi assinada pelo juiz Jomas Juarez Amorim na segunda-feira (24). O grupo declara um passivo de R$ 265,2 milhões e a medida abrange 178 CNPJs, incluindo dez franqueadoras e holdings, 17 sociedades operacionais, seis churrascarias Tendall Grill, 119 unidades do Habib's e 26 do Ragazzo. Instituições financeiras como Bradesco e Itaú Unibanco figuram entre os credores.

Foto: Google Street View/Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Na petição inicial, divulgada pela CNN Brasil, a defesa do Grupo Gennius alegou interdependência operacional e financeira entre as empresas do conglomerado. Por haver avais e garantias cruzadas, os advogados solicitaram o tratamento das dívidas em "litisconsórcio ativo unitário sob consolidação substancial", permitindo a análise unificada de bens e passivos. O grupo informou que já havia obtido tutelas cautelares de urgência por 60 dias para suspender execuções e proteger a operação contra cobranças judiciais enquanto negociava com credores, mas que o período se mostrou insuficiente para estancar a crise.

O endividamento foi atribuído pela empresa ao cenário de adversidades econômicas e ao impacto da elevação dos juros no país. Contudo, o grupo argumenta no processo que a sua expertise no setor alimentício e a sinalização de retomada do mercado comprovam a viabilidade do negócio. Em nota, o Grupo Gennius reforçou que a medida busca a sustentabilidade de longo prazo e confirmou que todas as lojas seguem operando normalmente, sem paralisação dos serviços ou prejuízo ao atendimento dos clientes.

Porto Alegre 24 horas
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