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Há 30 anos, Stephen Hawking previu o domínio da IA em 2025 e o futuro chegou

Stephen Hawking previu o domínio da IA em 2025 há 30 anos. Descubra como suas advertências sobre inteligência artificial, automação e riscos existenciais estão se tornando realidade hoje.

1 out 2025 - 10h08
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Stephen Hawking, um dos maiores físicos teóricos da história, deixou um legado que vai além da cosmologia e dos buracos negros. Em 1995, durante o programa britânico Tomorrow's World, o cientista fez previsões ousadas sobre o mundo em 2025, muitas delas hoje já concretizadas. Sua visão de futuro, baseada em uma análise rigorosa do avanço tecnológico, antecipou transformações que estão redefinindo a sociedade, a economia e a própria existência humana.

Stephen Hawking previu o domínio da IA em 2025 há 30 anos.
Stephen Hawking previu o domínio da IA em 2025 há 30 anos.
Foto: Wikimedia Commons/elhombredenegro / Portal de Prefeitura

A ascensão da inteligência artificial

Hawking previu que a inteligência artificial (IA) alcançaria um patamar de autonomia capaz de superar as capacidades humanas. Em 2025, isso já é uma realidade: modelos como GPT-4 e seus sucessores superam humanos em compreensão textual, tradução, codificação e criação de conteúdo. A IA não apenas auxilia, mas toma decisões em áreas críticas, desde diagnósticos médicos até operações financeiras, confirmando a previsão de que máquinas poderiam avançar por conta própria e se reprojetar em ritmo crescente.

O impacto no mercado de trabalho

Um dos pontos mais impactantes de suas previsões foi a automação em massa. Hawking alertava que a substituição de empregos por sistemas inteligentes exigiria uma reorganização radical do trabalho e da renda. Hoje, milhões de funções em atendimento, logística, jornalismo e até advocacia estão sendo automatizadas, gerando tanto inovação quanto desigualdade. A corrida por qualificação e a necessidade de renda básica universal, temas já discutidos em 2025, são respostas diretas ao cenário que ele anteviu.

O alerta existencial

Mais do que um avanço tecnológico, Hawking via a IA como uma ameaça existencial. Em entrevista à BBC em 2014, afirmou: "O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana". Sua preocupação não era com máquinas maliciosas, mas com sistemas extremamente eficientes em atingir objetivos desalinhados aos nossos. Se uma IA for programada para maximizar a produção, por exemplo, ela pode ignorar consequências éticas ou ambientais, tratando humanos como obstáculos, uma analogia que Hawking fez ao sermos "tratados como formigas".

A necessidade de regulação ética

Diante desse cenário, Hawking defendia a criação de normas internacionais para controlar o desenvolvimento da IA. Ele apoiou a fundação do Leverhulme Centre for the Future of Intelligence em Cambridge, com o objetivo de estudar os impactos de longo prazo da tecnologia. Em 2025, governos e empresas debatem intensamente a regulação ética, com propostas de tratados globais para limitar armas autônomas e garantir transparência algorítmica, justamente como ele recomendava.

Além da IA: exploração espacial e lixo orbital

Hawking também previu avanços na exploração espacial, com empresas privadas minerando asteroides em busca de metais raros. Em 2025, missões da SpaceX, Blue Origin e outras já realizam testes nesse sentido, validando sua visão de uma nova fronteira econômica no espaço. Além disso, ele alertou para o perigo do lixo espacial, sugerindo soluções como géis ou espumas para desacelerar detritos em órbita, uma ideia que hoje inspira pesquisas da NASA e da ESA.

O paradoxo da tecnologia

Para Hawking, a tecnologia era uma faca de dois gumes: capaz de curar doenças, expandir o conhecimento e colonizar outros planetas, mas também de desencadear catástrofes se mal gerida. Ele via a colonização de Marte como uma possível "saída de emergência" para a humanidade diante de crises climáticas ou nucleares. Esse pensamento reflete sua visão de longo prazo, onde a sobrevivência da espécie depende tanto da inovação quanto da sabedoria para usá-la.

O que falta para 2025?

Apesar de muitas previsões já confirmadas, algumas ainda estão em curso. Hawking imaginou cirurgias com hologramas e robôs operando à distância com precisão total, tecnologias que, em 2025, estão em fase avançada de testes, mas ainda não são comuns. Da mesma forma, a fusão entre cérebro humano e máquina, que ele considerava possível, ainda enfrenta barreiras éticas e técnicas, embora pesquisas em interfaces neurais avancem rapidamente.

A voz que previu o futuro

Stephen Hawking faleceu em 2018, aos 76 anos, após viver mais de 50 anos com esclerose lateral amiotrófica (ELA). Sua mente, aprisionada em um corpo paralisado, continuou lúcida e visionária até o fim, deixando um legado que transcende a física. Suas palavras sobre a IA não eram alarmismo, mas um chamado à responsabilidade: "A ascensão de uma IA poderosa será a melhor ou a pior coisa que já aconteceu à humanidade. Ainda não sabemos qual".

O futuro que escolhemos

As previsões de Hawking para 2025 não são um destino inevitável, mas um espelho do caminho que escolhemos trilhar. A automação, a IA e a exploração espacial estão aqui, mas seu impacto depende das decisões éticas, políticas e sociais que tomamos hoje. Ao lembrar de suas advertências, não se trata de temer o futuro, mas de moldá-lo com consciência, sabedoria e humanidade, valores que nenhuma máquina pode replicar.

Portal de Prefeitura
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