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Governo Trump restringe visto para mulheres trans em esportes femininos

5 ago 2025 - 10h25
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Atletas trans que desejam competir nos Estados Unidos em modalidades femininas enfrentam, agora, novas barreiras. O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) anunciou, na segunda-feira (4), a mudança em sua política de concessão de vistos, endurecendo critérios para mulheres trans em competições femininas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: depositphotos.com / Tennessee / Perfil Brasil

A diretriz atualizada considera como ponto negativo, na análise do pedido, "o fato de um atleta masculino estar competindo contra mulheres" — mesmo sem mencionar expressamente o termo transgênero. As restrições atingem categorias como O-1A, EB-1, EB-2 e isenções por interesse nacional, geralmente voltadas a profissionais com "habilidade extraordinária".

Trump impõe novo critério à imigração esportiva

A medida se alinha a uma ordem executiva assinada por Donald Trump no início de seu mandato. O decreto, batizado de "Manter Homens Fora dos Esportes Femininos", tem como foco restringir a atuação de atletas trans no cenário esportivo norte-americano, tanto nacional quanto internacional.

O USCIS justifica a nova política como uma ação para conter abusos. Segundo o porta-voz Matthew Tragesser, a mudança fecha "uma brecha usada por atletas masculinos estrangeiros cuja única chance de vencer em esportes de elite seria mudar de identidade de gênero e usar suas vantagens biológicas contra mulheres".

Tragesser afirmou ainda que "é uma questão de segurança, justiça, respeito e verdade que apenas atletas do sexo feminino recebam visto para competir em esportes femininos nos EUA".

A política fere direitos ou protege a igualdade competitiva?

Além do USCIS, o Departamento de Segurança Interna (DHS) também alterou sua diretriz. A agência evita usar o termo "transgênero", mas a referência a "atletas masculinos" em disputas femininas deixa clara a intenção da norma.

O Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA, no mês passado, já havia adotado medidas semelhantes. A entidade anunciou a exclusão de atletas trans de torneios femininos, ajustando suas regras à nova linha federal.

O USCIS afirmou, em nota, que "o governo Trump está defendendo a maioria silenciosa que há muito tempo é vítima de políticas esquerdistas que desafiam o bom senso".

Até então, atletas com desempenho destacado podiam requerer vistos e até green cards por vias alternativas, como o interesse nacional. Com a nova política, essa possibilidade ficará restrita a quem atender às exigências da diretriz.

Perfil Brasil
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