Governador indonésio admite falhas no resgate de Juliana Marins e lamenta morte
O governador da província de Sonda Ocidental emitiu, no sábado (28), uma manifestação pública sobre o caso. Lalu Muhamad Iqbal publicou um vídeo de três minutos nomeado "Carta aberta para meus irmãos e irmãs brasileiros", no qual reluta em justificar os atrasos durante o resgate de Juliana Marins, mas admite que houve carência de recursos e pessoal adequado.
No depoimento em áudio, ele explica que a chuva persistente e a neblina densa atrasaram os trabalhos e chama atenção para a ausência de equipamentos e profissionais treinados em resgate vertical. Segundo o governador, "o número de profissionais certificados em resgate vertical ainda é insuficiente e que nossas equipes ainda carecem de equipamentos avançados para esse tipo de missão."
Além disso, ele afirma que a areia oriunda do terreno tornou inseguro o uso dos helicópteros. Mesmo assim, realçou a dedicação das equipes: "nossa equipe de resgate agiu com urgência e dedicação. Eles arriscaram a própria segurança para cumprir sua missão."
O chefe do executivo local também reconheceu que o Rinjani já não é apenas um ponto para trilhas, mas sim uma atração internacional. Logo, disse estar "totalmente comprometido, como governador, a iniciar uma revisão abrangente com todos os envolvidos na região do Rinjani".
Faltou estrutura de resgate para atender à demanda turística?
Imagens inéditas, divulgadas no domingo (29) pelo programa Fantástico, mostram os primeiros esforços de resgate. Um guia gravou a lanterna de Juliana acesa, enquanto comentava: "Ela caiu em um penhasco". O relato da família, porém, reforça falhas graves na condução do caso.
Segundo o pai, Manoel Marins, a jovem havia dito que estava cansada e seguiu instruções do guia para descansar. O homem teria se afastado por "5 a 10 minutos para fumar". Somente às 6h08 foi possível ver Juliana novamente, por meio de um vídeo enviado ao chefe do guia.
Enquanto isso, familiares enfrentam dificuldades com o traslado do corpo. A irmã, Mariana Marins, informou que a companhia aérea Emirates mudou abruptamente o destino da certidão de óbito transportada, do Rio de Janeiro para São Paulo, alegando lotação no porão de carga: "Misteriosamente, a parte do porão de carga ficou 'lotado' e a Emirates disse que só traria Juliana em outro voo se fosse até São Paulo. Que não se responsabilizaria pela chegada dela no Rio".
A família teme que o atraso comprometa a validade do embalsamamento e possa impedir uma nova autópsia. Até agora, a Emirates não se manifestou oficialmente.
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