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Forças dos EUA dizem ter atacado três petroleiros iranianos

5 set 2026 - 15h14
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Resumo
Em retaliação a disparos de mísseis balísticos iranianos contra duas de suas embarcações, as Forças Armadas dos EUA atacaram e inutilizaram três petroleiros ligados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica no Golfo Pérsico e de Omã. Segundo o Centcom, os navios integravam uma rede clandestina de financiamento militar de Teerã. A escalada das tensões na região ocorre em meio à disparada global dos combustíveis e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, elevando o preço da gasolina nos EUA a níveis recordes.

Comando Central dos EUA afirma que ação contra embarcações iranianas ocorreu em reposta a um ataque com mísseis lançado por forças de Teerã contra navios da marinha americana.As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter atacado neste sábado (05/09) três petroleiros iranianos, apontando que a ação foi executado após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) ter lançado mísseis balísticos contra dois navios da Marinha americana que patrulhavam as águas da região.

Navios no Estreito de Ormuz
Navios no Estreito de Ormuz
Foto: DW / Deutsche Welle

Em comunicado, o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmaram que um porta-aviões e um destroier lança-mísseis dos EUA "conseguiram esquivar com sucesso múltiplos ataques iranianos" e nenhum membro do pessoal americano ficou ferido.

Após esses ataques, as forças americanas "inutilizaram de forma permanente" os petroleiros do CGRI M/T Downy, na costa da ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, e o M/T Stark 1, perto de Jask, no Golfo de Omã.

Além disso, as forças dos EUA afirmaram que destruíram completamente o petroleiro sem carga M/T Kylo, também conhecido como 'Noxen', no Golfo de Omã, "atingindo o navio em múltiplos pontos críticos para deixá-lo inoperante depois que foi ordenado à tripulação que abandonasse a embarcação".

O Centcom afirmou que os três petroleiros atacados fazem parte de uma rede clandestina avaliada em bilhões de dólares que financia o CGRI e seus aliados regionais, e que o Irã não dispõe de meios para defendê-los.

"Que a mensagem ao CGRI fique clara: se vocês dispararem contra dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior, afundando três dos seus. Não hesitaremos em defender as forças americanas e, se necessário, destruir a limitada e vulnerável frota petroleira do Irã", expressou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, no comunicado.

Os novos ataques dos EUA contra petroleiros iranianos ocorrem enquanto os preços dos combustíveis disparam devido à guerra, iniciada há mais de seis meses e que interrompeu o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo mundial antes do conflito.

No país, o preço médio da gasolina nos EUA registrou o recorde histórico de cerca de US$ 4,14 por galão (3,785 litros) neste fim de semana do Dia do Trabalho, feriado que marca o fim do verão no país, segundo dados da Associação Americana do Automóvel (AAA).

A organização relacionou esta alta dos preços à "persistente volatilidade no Estreito de Ormuz, que impulsionou o preço do petróleo bruto para a faixa dos 90 dólares por barril".

Jps (EFE, ots)

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