Exportações do agronegócio atingem US$ 16,3 bi e batem recorde
Vendas ao exterior sobem 5,4% impulsionadas pelo complexo soja, enquanto a China se consolida como o principal comprador do setor
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram a marca histórica de US$ 16,3 bilhões em julho. O resultado representa a melhor marca para o mês em toda a série histórica, registrando um crescimento de 5,4% na comparação com os US$ 15,5 bilhões faturados no mesmo período do ano anterior.
Segundo dados divulgados pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o setor do agronegócio representou 47,9% do total dos embarques realizados pelo Brasil no mês. Em contrapartida, as importações do segmento recuaram 2,8%, somando US$ 1,75 bilhão — valor que desconsidera a aquisição de insumos agrícolas como fertilizantes e defensivos.
O complexo soja liderou as vendas externas ao movimentar US$ 7,15 bilhões, o que equivale a um avanço de 22,4% no comparativo anual. Os embarques do grão bateram recorde tanto em faturamento (US$ 5,87 bilhões) quanto em volume (13,4 milhões de toneladas), impulsionados pela alta de 7,4% no preço médio por tonelada.
A China manteve a liderança isolada entre os compradores do produto. O país asiático absorveu 70% das exportações brasileiras do grão, totalizando US$ 4,11 bilhões em compras.
Diante desse cenário, outros oito itens da pauta exportadora do agronegócio também alcançaram patamares inéditos para o mês de julho:
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Celulose: recorde em valor (US$ 1,06 bilhão) e volume (1,97 milhão de toneladas);
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Carne de frango in natura: recorde em faturamento (US$ 876,17 milhões);
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Óleo de soja bruto: salto significativo em valor (US$ 370,24 milhões) e quantidade (309,05 mil toneladas);
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Farelo de soja: recorde em volume exportado (2,42 milhões de toneladas);
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Café solúvel, bovinos vivos, feijões secos e miudezas de frango: todos com altas expressivas na arrecadação.
Carne bovina, açúcar e milho registram retração
Em contrapartida ao avanço da soja, os embarques de carne bovina in natura apresentaram queda de 5,8% em valor (US$ 1,45 bilhão) e de 17,7% em volume. O resultado refletiu a aproximação do esgotamento da cota de importação chinesa, cujas compras caíram 39,6%. Do mesmo modo, o aumento de 14,4% no preço médio da proteína ajudou a amenizar as perdas do agronegócio.
O milho e o açúcar de cana em bruto também registraram recuo nos volumes embarcados. A menor demanda de mercados como Malásia, Indonésia e Emirados Árabes Unidos reduziu o faturamento do açúcar para US$ 849,6 milhões, enquanto as vendas de café verde caíram 21,9% em valor.
Em comparação ao desempenho geral, a União Europeia e os Estados Unidos figuraram como o segundo e terceiro maiores destinos comerciais do agronegócio brasileiro, com compras de US$ 2,4 bilhões e US$ 944,4 milhões, respectivamente.
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