Petrobras dá detalhes sobre descoberta de petróleo na Foz do Amazonas
Estatal ainda precisa calcular quanto petróleo existe no poço Morpho, no litoral do Amapá
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira, 17, a descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A presidente da estatal, Magda Chambriard, divulgou a informação em coletiva de imprensa em Oiapoque (AP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outras autoridades do governo.
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Além do Presidente da República, estavam o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; e o presidente do Senado Federal, David Alcolumbre.
A presidente da estatal afirmou que ainda restam aproximadamente mil metros a serem perfurados, para que se possa mensurar o tamanho da reserva de petróleo presente na região. Segundo ela, a Petrobras iniciou a perfuração do poço em 20 de outubro do ano passado, a um custo de cerca de US$ 1 milhão por dia. Até o momento, os investimentos na operação somam, aproximadamente, US$ 300 milhões.
A perfuração, realizada pelo navio-sonda NS-42, faz parte dos esforços da estatal para ampliar a produção na chamada Margem Equatorial, que se estende da fronteira com a Guiana Francesa e vai até o litoral do Rio Grande do Norte. O bloco FZA-M-59, onde está o poço Morpho, foi adquirido pela Petrobras em 2013, durante a 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com Chambriard, a descoberta é importante para o investimento em novas áreas, em razão, principalmente, do declínio da produção do pré-sal.
“Quando licitamos essa área, o grande mote era: vamos fazer essas áreas entrarem no jogo porque precisamos descentralizar o investimento exploratório que, com o pré-sal, estava muito concentrado no Sudeste”, afirmou.
Além da perfuração, a Petrobras afirma ter investido cerca de R$ 150 milhões em estruturas de proteção ambiental na região. O montante inclui um centro de atendimento e recuperação de fauna no Oiapoque, além de embarcações, aeronaves e outras estruturas voltadas ao atendimento das exigências dos órgãos licenciadores.
Antes do anúncio, o presidente Lula visitou o NS-42 e fez um discurso que contou como recebeu a not´cia de que a Petrobras havia encontrado petróleo na Margem Equatorial.
"Quando ela (Magda Chambriard) me comunicou que tinha encontrado óleo, eu senti a mesma sensação e a mesma emoção do dia que o Sérgio Gabrielli, em 2007, e o meu querido amigo Estrella entraram no meu gabinete para anunciar que a Petrobras tinha descoberto o pré-sal", disse Lula.
O presidente também relembrou que houve resistência dentro do governo à decisão de anunciar, antes da COP30, a obtenção da licença ambiental para a exploração de petróleo na região. No entanto, Lula enxerga que a descoberta da Petrobras pode ser um "passaporte para o futuro".
"Quando eu falo do passaporte para o futuro desse país, eu não estou negando minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o rei da inovação dos biocombustíveis e vai continuar sendo muito grande na questão do combustível renovável", disse Lula.
Sobre o licenciamento ambiental para uma eventual etapa de produção, a Petrobras está atendendo a solicitações feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em parecer técnico recebido pela estatal em 10 de agosto. Entre as demandas estão a inclusão de mais embarcações e medidas para atender peixes-bois em recuperação na região Norte. O processo é acompanhado pela Casa Civil.
Próximas etapas
A fase atual, de avaliação exploratória, busca confirmar qual é o volume de petróleo existente no reservatório e se a acumulação é economicamente viável para produção.
Matéria em atualização.

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