Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

EUA vão trocar porta-aviões no Oriente Médio após denúncias

13 ago 2026 - 18h46
Compartilhar
Exibir comentários

Nova embarcação foi enviada à região após marinheiros se queixarem de problemas no USS Lincoln, em ação há mais de 240 dias por causa da guerra no Irã. Pentágono diz que relatos foram "deturpados".O governo dos Estados Unidos despachou o porta-aviões USS George Washington, baseado no Pacífico, para o Oriente Médio após surgirem na imprensa relatos de dificuldades de abastecimento a bordo do USS Abraham Lincoln e marinheiros com problemas de saúde mental.

Marinha americana admitiu escassez de suprimentos e interrupções na entrega de correspondências ao porta-aviões USS Lincoln
Marinha americana admitiu escassez de suprimentos e interrupções na entrega de correspondências ao porta-aviões USS Lincoln
Foto: DW / Deutsche Welle

O USS Abraham Lincoln foi enviado ao Oriente Médio para apoiar a guerra dos EUA no Irã, e está há mais de 240 dias ininterruptos em serviço. Ele iniciou sua missão em 21 de novembro, partindo de San Diego, e chegou à região em janeiro, antes do início do conflito, em 28 de fevereiro.

A extensão da missão aumentou as preocupações com o impacto sobre os militares que passam tanto tempo longe de casa, além de pressionar os navios da Marinha americana e seus equipamentos.

Embora as hostilidades entre Estados Unidos e Irã tenham diminuído nas últimas semanas, a Casa Branca voltou a impor um bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, e ainda não há previsão de quando a guerra será definitivamente encerrada.

O USS George Washington deixou o porto de Da Nang, no Vietnã, na semana passada, informou a Marinha dos EUA. Desde então, o porta-aviões, acompanhado por um cruzador e um destróier, foi avistado cruzando o Estreito de Singapura.

O jornal The Wall Street Journal noticiou anteriormente que Washington substituirá o Lincoln como um dos dois porta-aviões atualmente estacionados no Oriente Médio.

Falta de comida, problemas de encanamento e de saúde mental

Parlamentares democratas estão pedindo investigações, mais informações e maior transparência sobre as condições do porta-aviões, cujo retorno aos Estados Unidos estava inicialmente previsto para maio.

Quando surgiram os primeiros relatos de escassez de alimentos, em abril, a Marinha os rejeitou, classificando-os como "falsos".

Posteriormente, começaram a surgir relatos de problemas de saúde mental entre marinheiros do Lincoln.

Em comunicado, a Marinha afirmou que "não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo", embora tenha se recusado a divulgar dados, alegando preocupações com a segurança operacional e a privacidade dos pacientes.

A instituição informou que um marinheiro caiu ao mar no início de agosto, mas foi rapidamente resgatado. Não está claro se o caso está sendo investigado como uma possível tentativa de suicídio.

O senador democrata Richard Blumenthal, de oposição, citou nas redes sociais "relatos de falta de suprimentos, problemas de encanamento, piora de saúde mental e outros" problemas que estariam afetando a tripulação a bordo do USS Lincoln.

Chefe do Pentágono diz que relatos foram "deturpados"

Durante visita ao Panamá nesta quinta-feira (13/08), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou a jornalistas que deseja trazer os tripulantes do Lincoln de volta para casa e realizar a rotação das equipes o mais rápido possível, mas contestou as denúncias sobre problemas a bordo, classificando-as como "deturpadas".

A Marinha reconheceu que a guerra no Irã criou "um ambiente altamente disputado, no qual os centros logísticos tradicionais do Oriente Médio foram afetados por ações de combate". Isso provocou escassez de suprimentos e interrupções na entrega de correspondências ao porta-aviões.

"A liderança priorizou os suprimentos essenciais para a missão: primeiro alimentos, depois itens de higiene e, por fim, correspondências", informou a Marinha em comunicado, acrescentando que os marinheiros agora têm acesso a água potável e "opções de refeições saudáveis".

Histórico de missões prolongadas

Outros porta-aviões também passaram recentemente por missões longas que geraram preocupações quanto ao moral da tripulação.

O USS Gerald R. Ford retornou aos Estados Unidos em meados de maio após uma missão de 11 meses, a mais longa desde a Guerra do Vietnã. Durante esse período, apoiou a guerra dos Estados Unidos contra o Irã e a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.

Durante a missão, o Ford sofreu um incêndio em uma área de lavanderia, o que obrigou o navio a retornar ao Mar Mediterrâneo para reparos e deixou centenas de marinheiros sem local adequado para dormir.

As preocupações com as exigências do combate e com os riscos de sobrecarregar navios e tripulações antecedem a guerra contra o Irã. Diversos incidentes já haviam sido registrados em embarcações que combateram os rebeldes houthis no Iêmen em 2024 e 2025, incluindo o porta-aviões USS Harry S. Truman, que permaneceu em operação por um período maior do que o inicialmente previsto.

ra (AP, dpa, ots)

---------

Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra