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EUA pretende banir de vez carros chineses do mercado americano

Montadoras acusam marcas asiáticas de espionagem e concorrência desleal, e pressionam o Congresso americano por banimento total

4 nov 2026 - 14h42
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Resumo
Montadoras tradicionais e parlamentares dos EUA avançam para banir veículos chineses do mercado americano, focando nos modelos conectados. Com apoio bipartidário, um projeto de lei tramita no Senado, enquanto o Departamento de Comércio já definiu o veto a carros vinculados à China ou Rússia a partir de 2027 e a componentes a partir de 2030, independentemente do local de montagem. O forte lobby visa blindar a indústria local, contrariando recentes sinais de Donald Trump favoráveis a fábricas no país.

A disputa entre a indústria automotiva dos Estados Unidos e as fabricantes asiáticas ganhou um novo capítulo. Após o governo aplicar pesadas sobretaxas de importação, as montadoras tradicionais subiram o tom. O objetivo do setor agora é aprovar uma legislação federal para proibir integralmente os carros chineses no país.

O foco dessa ofensiva são os veículos conectados. A Alliance for Automotive Innovation, entidade que representa gigantes como General Motors, Volkswagen e Toyota, exigiu que os parlamentares votem o banimento logo após o retorno do Congresso, passado o período das eleições legislativas (midterms).

Cerco tecnológico aos carros chineses nos EUA

O movimento político contra a tecnologia asiática une republicanos e democratas. Um projeto de lei focado no banimento foi aprovado por unanimidade em uma comissão do Senado e aguarda os próximos trâmites para virar lei.

Paralelamente, o Departamento de Comércio dos EUA estabeleceu regras rígidas. A partir do ano-modelo 2027, fica proibida a venda de veículos conectados com vínculos com a China ou a Rússia, independentemente de onde o automóvel for montado. Para os componentes eletrônicos de conectividade, o veto passa a valer em 2030.

Essas barreiras criam um cenário quase intransponível para as marcas orientais. As restrições mostram a força do lobby local, que tenta blindar o mercado mesmo após o presidente eleito Donald Trump sinalizar que aceitaria fábricas chinesas em solo americano.

Estadão
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